Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ciência

Publicidade

A crosta terrestre sob a Itália está se "abrindo como um zíper" a centenas de quilômetros de profundidade

Enquanto a espinha dorsal do país é esticada a 4 mm por ano, suas bordas estão sendo espremidas

29 set 2026 - 16h41
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Um estudo publicado na Communications Earth & Environment revelou que a crosta terrestre sob os Apeninos, na Itália, está se abrindo como um zíper por mais de 500 km. Analisando décadas de dados sísmicos e de satélite, geólogos descobriram um fenômeno raro: enquanto o centro da cordilheira se estica e sobe cerca de 4 mm ao ano devido à retração da placa tectônica inferior, as bordas externas continuam sendo comprimidas a 2 mm anuais, contrariando a regra clássica de formação de montanhas.
Pexels/Bogdan Giurca
Pexels/Bogdan Giurca
Foto: Xataka

Se você olha para os cartões-postais da Itália, vê vilarejos pitorescos encaixados entre cristas de montanhas dramáticas. Mas, sob os Apeninos — a cordilheira de 1.400 quilômetros que atravessa o país de norte a sul —, o subsolo terrestre está encenando um espetáculo geológico digno de ficção científica.

Uma equipe de geólogos italianos analisou dados de satélite e tremores de terra coletados ao longo de décadas e chegou a uma conclusão bizarra: a crosta sob o país está passando por um processo que se comporta exatamente como um zíper sendo aberto em câmera lenta, estendendo-se por mais de 500 quilômetros.

O estudo, publicado no periódico científico Communications Earth & Environment, ajuda a resolver uma equação que intrigava a ciência há anos.

A "sanfona" tectônica

A regra geral do surgimento de montanhas diz que duas placas tectônicas colidem, "amassam" a crosta para cima e mantêm a região sob compressão. Só que os Apeninos decidiram quebrar essa regra.

Enquanto a cordilheira se formava, a placa que afundava sob a Itália começou a se retrair. Isso puxou e esticou a crosta no interior, criando inclusive o Mar Tirreno (no lado oeste da Itália). Mas o problema não parou por aí.

Hoje, os cientistas observam dois movimentos completamente opostos ao mesmo tempo na região:

Xataka
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra