China, precisamos de você: só os fabricantes chineses de memória podem devolver a sanidade ao mercado de hardware
SK hynix, Samsung e Micron redirecionaram cerca de 70% de seus investimentos em nós de fabricação avançados para memórias HBM
O preço da memória se transformou em uma verdadeira piada de mau gosto. Os módulos DDR4 e DDR5 estão escassos, os fabricantes de PCs estão vendendo equipamentos com memória insuficiente e até a Apple aumentou em 20% o preço de seus MacBooks e iPads, atribuindo diretamente a culpa a esse componente. A inteligência artificial (IA) é a responsável e não há sinais de que a situação vá melhorar tão cedo.
A Samsung, a SK hynix e a Micron, que controlam cerca de 90% da produção mundial de DRAM, redirecionaram boa parte de suas linhas de fabricação para memórias de alta largura de banda (HBM), utilizadas nos aceleradores de IA da Nvidia e de outras empresas. Como resultado, o mercado consumidor — que abastece nossos computadores, celulares e consoles — foi praticamente deixado à própria sorte.
E, nesse vazio, existem apenas dois nomes capazes de trazer algum alívio: a CXMT (ChangXin Memory Technologies) e a YMTC (Yangtze Memory Technologies Co.). Durante anos, essas duas fabricantes chinesas desempenharam um papel secundário. De repente, porém, passaram a representar a única possibilidade real de estabilizar um mercado com preços fora de controle.
Duas fabricantes, uma mesma oportunidade
A CXMT protagonizou uma ascensão que parecia impensável há apenas dois anos. A empresa aumentou seu lucro líquido em mais de 1.688% em um único trimestre, assinou um contrato com a Tencent no valor de cerca de 20 bilhões de yuans (aproximadamente 2,75 bilhões de dólares) para fornecer DRAM para ...
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