China agora paga barcos civis para ficarem parados em áreas disputadas
Nesses lugares, centenas de barcos pesqueiros estacionam e não pescam nada
Em janeiro de 2026, um satélite da NASA captou diante da costa argentina uma imagem estranha: uma enorme mancha luminosa flutuando no meio do Atlântico Sul, tão brilhante que parecia uma cidade surgida de repente sobre o oceano. Da terra, não se via nada, mas, do espaço, era impossível ignorá-la.
É mais um caso de "invasão" de barcos pesqueiros chineses, uma curiosa manobra política. Durante anos, o mundo assumiu que esses barcos eram simplesmente isso: embarcações dedicadas à pesca. Em 2026, essa percepção está mudando rapidamente. Do Mar do Sul da China ao Atlântico Sul, diferentes governos observam o mesmo fenômeno: enormes frotas civis chinesas permanecendo durante semanas em zonas estratégicas sem realizarem uma atividade pesqueira clara.
Argentina e Taiwan, separadas por meio planeta, enfrentam agora uma situação surpreendentemente parecida: centenas de embarcações chinesas diante de suas costas cuja função parece ir muito além de capturar peixes. O inquietante não é apenas sua presença, mas a crescente suspeita de que a China esteja utilizando barcos aparentemente civis como ferramentas permanentes de pressão geopolítica e vigilância marítima.
Cobrar para ocupar o mar
A rede ABC relatou em abril que as investigações sobre a chamada "milícia marítima" chinesa mostraram até que ponto China profissionalizou essa estratégia. No Mar do Sul da China, muitos barcos recebem subsídios estatais simplesmente por permanecerem em determinadas áreas disputadas.
As tripulações passam...
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