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CEOs da tecnologia apoiam decisão de Trump sobre a taxa de visto H-1B; veja detalhes

Visto de trabalho nos EUA terá uma taxa de US$ 100 mil

22 set 2025 - 17h14
(atualizado às 17h20)
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Nesta segunda-feira, 22, dois dos principais CEOS da tecnologia, Jensen Huang, da Nvidia, e Sam Altman, da OpenAI, comentaram a decisão de Donald Trump em aumentar o custo de emissão de vistos para trabalhadores estrangeiros nos EUA. Agora, o visto H-1B custará US$ 100 mil.

Em entrevista ao canal CNBC, os bilionários parecem ter uma visão positiva da mudança imposta pelo presidente.

"Queremos que todas as mentes mais brilhantes venham para os EUA e lembrem que a imigração é a base do sonho americano", disse Huang. "Nós representamos o sonho americano. E, portanto, acho que a imigração é realmente importante para nossa empresa e é realmente importante para o futuro de nossa nação, e estou feliz em ver o presidente Trump tomando as medidas que está tomando", completou.

O fundador da OpenAI também pareceu concordar com a decisão. "Precisamos atrair as pessoas mais inteligentes do país, e simplificar esse processo e também definir incentivos financeiros me parece uma boa ideia", disse Altman.

No entanto, o novo valor da taxa do visto H-1B será uma mudança considerável para as empresas de tecnologia dos EUA, que contam com muitos trabalhadores estrangeiros. Os indianos representaram 71% dos titulares desse visto no ano passado, e os chineses, 11,7%. Segundo o governo americano, a aplicação da taxa é apenas para novas solicitações.

De acordo com dados do USCIS, a Amazon é a empresa que mais recebeu aprovações de H-1B no ano fiscal de 2025, seguida por Tata Consultancy Services, Microsoft, Meta e Apple. O Google aparece em sexto lugar.

A nova medida de Trump integra uma política mais ampla de restrição migratória, que também tem sido aplicada em fronteiras. Aliados do presidente defendem que o programa H-1B prejudica trabalhadores americanos, permitindo que empresas contratem estrangeiros por salários mais baixos. A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou em comunicado à CBS News: "O presidente Trump prometeu colocar os trabalhadores americanos em primeiro lugar, e essa ação sensata faz exatamente isso, desencorajando empresas a inflar o sistema e reduzir salários".

*Mariana Cury é estagiária sob supervisão do editor Bruno Romani

Estadão
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