Casio abre exposição em São Paulo para celebrar os 60 anos da primeira calculadora eletrônica
Em uma sala no Museu Histórico da Imigração Japonesa, empresa celebra a história e a importância das calculadoras
A Casio inaugurou nesta quarta-feira, 2, uma miniexposição no oitavo andar do Museu Histórico da Imigração Japonesa, na Liberdade, para comemorar os 60 anos do lançamento da calculadora 001. A máquina, que foi uma verdadeira revolução em 1965, é considerada a primeira calculadora eletrônica do mundo com visor digital e função de memória.
A mostra, que fica em uma pequena sala no fundo do museu, apresenta modelos históricos e conta a evolução dessas máquinas que revolucionaram a forma como fazemos cálculos.
A exposição permite aos visitantes conhecer marcos da história das calculadoras, desde a 001 até modelos mais recentes como a série ClassWiz e a nova fx-CG100. Entre as peças em exibição está a famosa SL-800, de 1983, conhecida por ter o tamanho de um cartão de crédito e que despertou o interesse de colecionadores. Uma ausência sentida, porém, foi a própria 001, que não foi trazida ao Brasil para a mostra. Tem só uma foto em um painel.
"Celebramos 60 anos comemorando o lançamento da 001. Os cálculos até então não eram feitos de forma eletrônica. Os usuários demandavam cálculos mais rápidos e precisos", contextualiza Artur Kaedei, gerente de vendas da Casio Brasil, durante abertura da mostra.
Peça de museu
No evento de abertura da exposição, a Casio buscou mostrar como as calculadoras ainda são importantes para a empresa. A marca já vendeu 1,8 bilhão de calculadoras em toda sua história mundial e mantém um ritmo de 42 milhões de unidades por ano em todo o mundo.
Em tempos de smartphones onipresentes, surge a questão: a calculadora ainda é relevante ou virou peça de museu? Para Kaedei, a resposta é clara. "As pessoas perguntam se ainda tem demanda pela calculadora. Acreditamos que o smartphone não vai substituir. A praticidade da calculadora é melhor. Não é prático, no dia a dia, você usar o celular pra fazer cálculos enquanto você faz outras coisas no escritório", argumenta o executivo.
A exposição também destaca a importância das calculadoras científicas no ambiente educacional, onde funções avançadas e facilidade de uso fazem diferença -- e se mantém como um mercado importante para a Casio. "É diferente uma calculadora científica avançada que você não vai conseguir fazer de forma tão simples no celular", diz Kaedei.
A mostra funciona até 31 de julho, das 10h às 17h. Para entrar, é preciso pagar o ingresso do Museu Histórico da Imigração Japonesa, a R$ 20 ou R$ 10 para estudantes e idosos.