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Após anos de insinuações da China sobre possível invasão, Taiwan mostra como vai se defender

A ilha teve uma ideia: como destruir uma força invasora antes que ela consiga se estabelecer em terra

15 jun 2026 - 10h07
(atualizado às 18h41)
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Míssil HIMAR
Míssil HIMAR
Foto: X, U.S. Army / Xataka

No final da década de 1950, a China bombardeou durante semanas as ilhas taiwanesas de Kinmen e Matsu com centenas de milhares de projéteis para testar a determinação de Taiwan e dos EUA. Aquela crise transformou o estreito de Taiwan em um dos pontos mais perigosos da Guerra Fria e deixou uma marca que ainda condiciona o planejamento militar de ambos os lados.

Dos exercícios aos preparativos reais. A China vem há anos ensaiando cenários de bloqueio, desembarque e invasão em torno de Taiwan. Seus navios e aeronaves operam de forma constante ao redor da ilha, e Pequim nunca abriu mão do uso da força para alcançar a reunificação.

Diante dessa pressão crescente, Taiwan deu um passo inédito: pela primeira vez, utilizou seus lançadores de foguetes HIMARS em fogo real a partir da costa ocidental da ilha, justamente em uma área considerada um dos locais mais prováveis para um desembarque chinês. Mais do que um simples teste, o exercício representou uma mudança de enfoque: passar de treinar longe do possível campo de batalha para praticar como deter uma invasão exatamente no local onde ela poderia ocorrer.

A mensagem direcionada

A demonstração teve uma carga estratégica evidente. Os HIMARS foram posicionados em frente ao estreito de Taiwan e dispararam dezenas de foguetes a partir de uma posição próxima a uma possível zona de desembarque. A mensagem implícita é que qualquer força anfíbia chinesa que tente atravessar o estreito terá de enfrentar um volume de fogo capaz de destruir ...

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