A Itália prova que a sustentabilidade não exige tecnologia moderna: as cavernas habitadas há 9 mil anos que são o modelo perfeito de arquitetura bioclimática
Muito antes de existir ar-condicionado, concreto armado ou arquitetura sustentável, uma cidade no sul da Itália já usava pedra, ventilação natural e captação de água da chuva para criar um dos sistemas urbanos mais eficientes da história
Matera, uma das cidades mais antigas do mundo, durante muitos anos era vista como símbolo de pobreza extrema na Itália. Hoje, no entanto, a cidade escavada nas rochas da região da Basilicata virou referência mundial em arquitetura bioclimática, turismo histórico e reaproveitamento sustentável de estruturas antigas. A cidade acabou se tornando um objeto de estudo para a engenharia, laboratório de urbanismo sustentável e também patrimônio da humanidade
Um dos pontos mais famosos da cidade são os Sassi di Matera, bairros inteiros construídos dentro de cavernas calcárias, são habitados há cerca de 9 mil anos. Casas, igrejas, cisternas e corredores subterrâneos foram moldados diretamente na pedra ao longo dos séculos, criando uma cidade que praticamente se climatiza sozinha e que funciona até hoje com soluções arquitetônicas que parecem surpreendentemente modernas.
Uma cidade inteira esculpida na rocha muito antes da arquitetura sustentável se tornar prioridade global
Considerada uma das cidades mais antigas do mundo, Matera está longe de ser uma cidade convencional. Ela surgiu da adaptação humana às formações rochosas naturais de um cânion no sul da Itália. Em vez de destruir o relevo para construir, os habitantes fizeram exatamente o contrário: transformaram a própria paisagem em moradia. E essa é uma das características que torna a cidade tão fascinante hoje.
Os Sassi funcionam como um enorme sistema passivo de regulação térmica. As paredes espessas de calcário absorvem calor ...
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