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Há duas décadas, a Apple deixou a Intel porque ela não sabia ser uma "foundry". Agora, está voltando porque a empresa aprendeu a lição

A Apple está há mais de um ano negociando com a Intel para que ela fabrique alguns de seus chips

20 mai 2026 - 14h12
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Apple e Intel
Apple e Intel
Foto: Fortune CEO Initiative / Xataka

Em 2023, a Apple concluiu sua transição e conseguiu fazer com que todos os Mac de seu catálogo funcionassem com seus próprios chips da série Apple M. Foi o fim de uma relação que começou em 2005, quando Steve Jobs anunciou a migração dos PowerPC da IBM para os chips da Intel. Depois, as coisas mudaram de rumo e a Apple acabou se desligando da Intel em seus produtos. Agora, mais uma vez, houve uma reviravolta interessante.

A adoção do Apple M1 em 2020 foi o verdadeiro início de uma estratégia lógica: a Apple queria projetar seus próprios chips para os Mac, como já fazia com o iPhone e o iPad. O curioso é que a Apple chegou a negociar com a Intel para que fabricasse os chips do iPhone, mas a Intel recusou a oportunidade. Quando Morris Chang, fundador da TSMC, perguntou a Tim Cook por que não havia escolhido a Intel para fabricar esses chips, ele respondeu: "A Intel simplesmente não sabe como ser uma foundry (fábrica de chips)".

A TSMC se volta para a IA

A relação entre a Apple e a TSMC tem sido uma das mais importantes da indústria de semicondutores. A TSMC fabrica praticamente todos os chips avançados da Apple, desde os processadores do iPhone até os chips M dos Mac. Essa dependência, no entanto, se tornou incômoda por duas razões:

Xataka
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