Para impedir Apple de recorrer aos fabricantes chineses, Samsung coloca suas fábricas de DRAM para operar a todo vapor
Há semanas circulam rumores de que a Apple não teria objeções em incluir a CXMT entre seus fornecedores
A situação da memória DRAM na indústria de semicondutores saiu completamente do controle. A demanda dos hiperescaladores e dos data centers faz com que a maior parte da produção de chips de memória de Micron, Samsung e SK Hynix seja destinada a atender às necessidades da inteligência artificial, deixando o mercado de consumo em segundo plano.
Isso não é novidade, já que falamos sobre esse problema — e reclamamos dele — há meses. Também comentamos sobre a construção de novas fábricas para atender à enorme demanda, mas essas instalações estavam voltadas justamente para produzir ainda mais memória destinada aos data centers que vinham causando esse gargalo.
A situação ficou tão extrema que fabricantes de eletrônicos de consumo começaram a olhar para empresas chinesas como a CXMT e a YMTC. Diante disso, a Samsung decidiu ampliar sua produção de DRAM convencional. O motivo? A Apple não pode migrar para fornecedores chineses.
Salvar a Apple
Apesar da situação atual, a indústria precisa continuar funcionando. Embora algumas fabricantes possam ficar pelo caminho devido aos altíssimos preços da memória RAM — que as obrigam a aumentar os preços para o consumidor, correndo o risco de que ele não aceite pagar mais —, a Apple é uma das empresas que certamente continuará lançando novos dispositivos.
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