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"90 horas por semana e eu adoro": funcionários da Apple comemoraram algo que a Geração Z considera tóxico

Mesmo que não fossem exatamente 90 horas, certamente ultrapassavam os limites legais de tempo

20 mai 2026 - 16h15
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Imagem | Steve Jobs
Imagem | Steve Jobs
Foto: Imagem | Steve Jobs / Xataka

"90 horas por semana e eu adoro." Essa frase, que se tornou um grito de guerra entre os primeiros funcionários da Apple, era mais do que uma declaração de comprometimento: era símbolo de honra no Vale do Silício. Na década de 1980, trabalhar longas horas não era apenas esperado, era celebrado. Jovens talentos sacrificavam sono, relacionamentos e saúde em troca da promessa de mudar o mundo. Na Apple, onde Steve Jobs exigia um nível de dedicação quase fanático, a cultura do excesso de trabalho era uma religião.

Hoje, essa devoção é um veneno para a Geração Z. Eles não querem ser viciados em trabalho nem medir seu valor em noites sem dormir. Que história é essa de dormir no escritório ser um benefício do emprego? Produtividade não é mais sinônimo de presença, e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é inegociável. O que antes era motivo de orgulho agora é motivo de reclamação no TikTok. Será que a indústria mudou, ou apenas a narrativa?

Jornada de trabalho

O brasil discute atualmente a redução da jornada de trabalho para trabalhadores que atuam em regime de escala 6x1, uma medida que beneficiaria mais de 12 milhões de trabalhadores do setor privado. No mesmo viés, um relatório do Fórum Econômico Mundial reconheceu que uma semana de trabalho de quatro dias pode aumentar a produtividade, melhorar a saúde física e mental dos funcionários e reduzir as emissões de CO₂. Isso contrasta fortemente com o que a Apple vivenciou na década de 1980. Como nos lembra o artigo da Folklore, ...

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