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A internet decidiu que 2016 foi um ano ótimo e que vale a pena lembrar; mas há um problema: não foi nada disso

É tendência relembrar 2016 nas redes sociais; isso é um problema de percepção coletiva e é sério

25 jan 2026 - 15h10
(atualizado às 17h22)
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Foto: Xataka

A estética de 2016 está voltando com força total: filtros que imitam o Instagram daquela época (segundo a Wikipédia, existem mais de 200 milhões de vídeos usando filtros que reproduzem seu visual), tendências que revivem fotos daquele período, recriações do verão do 'Pokémon GO' e homenagens e lembranças de David Bowie.

Usuários da Geração Z, muitos deles adolescentes na época, estão reconstruindo 2016 como uma era de ouro (houve um aumento de 450% nas buscas pelo termo "2016" no TikTok). A contradição é gritante: naquele mesmo ano, diversos veículos de comunicação o declararam um dos piores da história recente.

O que aconteceu?

Em 10 de janeiro, David Bowie morreu; depois dele, vieram Prince, Leonard Cohen, George Michael e Carrie Fisher. Em 23 de junho, o Reino Unido votou pela saída da União Europeia. Em 8 de novembro, Donald Trump venceu a eleição presidencial dos EUA. Veículos de comunicação como Slate e Newsweek questionavam se aquele havia sido o pior ano da história. Menos de uma década depois, aquele mesmo ano se tornou objeto de saudade.

O tiro de largada

A morte de Bowie em 10 de janeiro marcou o ano desde o seu início. Dois dias antes, ele havia lançado 'Blackstar', um álbum agora interpretado como uma despedida, mas que na época passou despercebido em sua dimensão testamentária. O choque foi imediato: um artista que escondeu seu câncer por 18 meses desapareceu sem aviso prévio, e memes preencheram esse vazio quase que instantaneamente. Os artistas mencionados ...

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