Sete destinos brasileiros concorrem ao selo de Melhores Vilas Turísticas do Mundo, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) Turismo. Eles foram escolhidos pelo Ministério do Turismo para representar o Brasil após seleção de 10 inscrições. Ao todo, 268 vilas ao redor do mundo disputam o prêmio.
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Segundo o Ministério do Turismo, os critérios para ser considerada uma vila turística apta ao prêmio são: ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura, pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário.
O resultado de 2026 com todos os indicados do mundo que receberam o selo será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. A premiação foi criada em 2021 e já recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, 319 destinos rurais em todo o mundo já receberam o selo de Melhores Vilas Turísticas da ONU.
Duas localidades brasileiras alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).
Os indicados do Brasil este ano são:
- Araçá (Porto Belo/SC):
Com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá destaca-se pela combinação entre natureza preservada e tradições comunitárias. Localizada em uma área de proteção ambiental no litoral catarinense, a comunidade mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências turísticas autênticas, como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.
- Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG):
Situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.
- Delfinópolis (MG):
Integrante da região da Serra da Canastra, o município alia turismo de natureza, cultura e produção rural. O destino é reconhecido pelas inúmeras cachoeiras, trilhas e paisagens naturais, além da tradição na produção do Queijo Minas Artesanal da Canastra e do Café da Canastra, produtos que reforçam a identidade local e enriquecem a experiência dos visitantes.
- Holambra (SP):
Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.
- Lençóis (BA):
Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Cercada por cachoeiras, cavernas, rios e cânions, a cidade oferece experiências de ecoturismo e aventura associadas à valorização das tradições culturais locais e ao protagonismo de guias e empreendedores da própria comunidade.
- São José do Barreiro (SP):
Localizada no Vale do Paraíba e cercada pela Serra da Bocaina, a cidade combina natureza exuberante e patrimônio histórico. O destino preserva fazendas e construções ligadas ao ciclo do café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais da região.
- Vila Flores (RS):
Localizado na Serra Gaúcha, o município de Vila Flores (RS) combina tradições, gastronomia típica, turismo rural e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um modelo de turismo baseado na autenticidade e na valorização da comunidade local. O principal símbolo dessa identidade é o Filó Italiano, tradição que garantiu a Vila Flores o título de Capital Estadual do Filó.