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Sinais silenciosos e estilo de vida: entenda o aumento de casos de infarto fulminante em jovens

A morte precoce de Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, sem histórico clínico, reforça a necessidade de vigilância sobre os riscos cardiovasculares que afetam cada vez mais a população jovem

23 abr 2026 - 16h59

A recente morte de Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, chocou o país. Miss Londrina em 2025 e 1ª Princesa Miss Sarandi, Maiara faleceu vítima de um infarto fulminante, deixando familiares, amigos e o público consternados. O caso ganha contornos de alerta de saúde pública por um motivo específico: a jovem não apresentava histórico de problemas cardiovasculares, uma realidade que se torna cada vez mais comum e preocupante entre os adultos jovens no Brasil.

A miss Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, morreu após sofrer um infarto fulminante
A miss Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, morreu após sofrer um infarto fulminante
Foto: Reprodução / Bons Fluidos

O crescimento do infarto fulminante em pessoas  jovens

Dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) indicam que o cenário é de atenção. Assim, nos últimos 15 anos, o número de casos de infarto no Brasil mais que dobrou, com um crescimento expressivo entre a população de até 30 anos. Essa tendência é impulsionada por um estilo de vida contemporâneo que favorece o desgaste do organismo, incluindo sedentarismo, má alimentação, níveis elevados de estresse, uso de álcool e tabagismo — este último, agravado pela popularização dos dispositivos eletrônicos.

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Além disso, fatores específicos têm sido apontados por cardiologistas como gatilhos potentes para eventos cardiovasculares nessa faixa etária:

  • Uso de anticoncepcionais: Especialmente fórmulas com alta dosagem de estrogênio, que aumentam o risco de trombose, especialmente em tabagistas.

  • Anabolizantes: O uso dessas substâncias para ganho de massa muscular pode provocar coágulos graves, mesmo em artérias sem placas de gordura.

  • Fatores genéticos: Embora o impacto da genética diminua com o passar dos anos, em jovens, ele desempenha um papel determinante que muitas vezes é ignorado até que ocorra um episódio grave.

Sintomas silenciosos

Um dos maiores desafios no diagnóstico precoce é a natureza atípica dos sintomas, especialmente no público feminino. Enquanto o cinema popularizou a imagem do homem levando a mão ao peito com dor intensa, a realidade clínica do infarto — particularmente em mulheres — pode ser muito mais silenciosa e sutil.

Estudos indicam que mulheres têm maior probabilidade de apresentar um conjunto de sintomas que não necessariamente incluem a dor torácica clássica. Entre os sinais de alerta que devem ser observados estão:

  • Enjoo ou náuseas.

  • Falta de ar persistente.

  • Cansaço inexplicável e súbito.

  • Tontura ou episódios de desmaio.

  • Desconforto na mandíbula, pescoço ou nas costas.

A pesquisa publicada na revista Circulation, da American Heart Association, revelou que a maioria das mulheres apresenta três ou mais sintomas associados ao infarto, mesmo sem a dor no peito tradicional, o que atrasa o diagnóstico e a busca por socorro.

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Como proteger o coração

Prevenir um evento cardíaco exige uma postura proativa, independentemente da idade ou da ausência de histórico de doenças. Por isso, o check-up regular não é apenas uma recomendação para idosos; é uma necessidade para quem deseja monitorar colesterol, glicemia e pressão arterial.

Pilares da prevenção cardiovascular:

  1. Estilo de vida ativo: A prática regular de exercícios físicos é um dos maiores protetores do músculo cardíaco.

  2. Dieta consciente: Priorizar fibras, vegetais e gorduras saudáveis, reduzindo ultraprocessados.

  3. Gestão do estresse: Atividades como meditação e ioga não são apenas relaxantes, são ferramentas de saúde.

  4. Vigilância feminina: Mulheres com histórico de doenças autoimunes, complicações gestacionais ou tratamentos oncológicos anteriores devem manter um acompanhamento cardiológico ainda mais rigoroso.

  5. Atenção ao clima: Por fim, mudanças bruscas de temperatura, seja pelo frio intenso ou calor extremo, sobrecarregam o sistema cardiovascular, sendo importante manter o corpo hidratado e a temperatura estável.

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