Momentos como o fim de um relacionamento, mudanças profundas de carreira ou rupturas inesperadas costumam provocar uma sensação intensa de "morte simbólica". Essas experiências, embora difíceis, fazem parte dos processos de transformação ao longo da vida. Por isso, ao ouvir o mestre de ioga Ramiro Calle dizer que "morre-se tantas vezes na vida que o de menos é morrer", a ideia ganha um sentido imediato.
A frase foi dita no podcast ZZEN Talks, e ouvir isso pode mexer profundamente com quem atravessa um momento de dor. A visão de Calle é a de alguém que há mais de 50 anos explora o autodesenvolvimento, a mente e aquilo que nos torna verdadeiramente humanos. Ele afirma que já "morremos" muitas vezes ao longo da vida — em lutos, perdas, renúncias, grandes mudanças e rupturas — a ponto de a morte no plano físico se tornar o menos importante.
Mas isso não é algo triste. Se morremos simbolicamente e seguimos vivos, é porque essa morte trouxe algo depois: um renascimento. Quando se está no meio de uma dessas mortes simbólicas às quais Calle se refere, é difícil enxergar esse futuro renascimento.
Também é complicado acreditar quando pessoas próximas dizem que tudo vai passar, e nem sempre é fácil entender que toda essa dor não necessariamente fará alguém melhor ou mais feliz — mas algo mais simples e, ao mesmo tempo, mais poderoso: ao viver esse renascimento emocional, a pessoa se torna mais ela mesma.
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