Virginia diz ter 'barriga mais seca', após beber; mas médicos fazem alerta

Virginia comentou sensação de barriga mais seca após uma noite de bebedeira, mas isso realmente faz sentido? Médicos explicam os riscos do álcool para o corpo.

27 mai 2026 - 14h45

Virginia chamou atenção ao comentar que acorda com a barriga "mais seca" depois de beber. Mas médicos alertam que a sensação não significa desinchar nem emagrecer.

Segundo especialistas, o álcool provoca desidratação de forma imediata. Esse efeito pode até alterar a aparência no dia seguinte, mas traz prejuízos ao organismo.

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A endocrinologista Dra. Deborah Beranger explica que o álcool inibe a vasopressina. Esse hormônio ajuda os rins a reabsorver água. Quando essa ação é bloqueada, o corpo perde mais líquido. O álcool também funciona como diurético, o que aumenta ainda mais essa perda.

Álcool não seca o corpo de forma saudável

A impressão de barriga mais seca pode enganar. Na prática, o que acontece é uma desidratação aguda. Isso não significa perda real de gordura corporal. Também não representa melhora no metabolismo.

A médica nutróloga Dra. Marcella Garcez lembra que não existe consumo seguro de álcool. Segundo ela, a substância é tóxica mesmo quando socialmente aceita.

Ela destaca ainda que o álcool tem 7 kcal por grama. Ou seja, também contribui para excesso calórico quando consumido em quantidade.

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Esse conjunto de efeitos ajuda a explicar o ganho de peso associado à bebida. Por isso, o álcool não deve ser visto como aliado da estética.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

Ressaca e desidratação caminham juntas

A sensação do dia seguinte costuma vir acompanhada de ressaca. Ela resulta de vários fatores combinados. Entre eles estão intoxicação, desidratação e alterações no sono. Também podem surgir inflamação gastrointestinal e mudanças nos neurotransmissores.

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Mas dor de cabeça, náusea, sede e boca seca estão entre os mais comuns. Sensibilidade à luz, irritação e tontura também podem aparecer. Quanto maior o consumo, maior tende a ser o desconforto.

Enxaqueca pode piorar com álcool

Virginia também convive com enxaqueca crônica. E esse é outro ponto de atenção. O neurologista Dr. Tiago de Paula explica que o álcool não causa enxaqueca, mas pode funcionar como gatilho em pessoas predispostas.

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Em estudos citados pelo especialista, entre 20% e 30% dos pacientes relatam piora após beber. O vinho tinto aparece com frequência entre os mais associados às crises.

A relação, porém, não é igual para todo mundo. Algumas pessoas sentem o efeito em poucas horas, enquanto outras não percebem ligação direta.

O médico explica que a doença tem base neurológica e predisposição genética. O álcool apenas ativa um cérebro já suscetível. Substâncias como tiramina e histamina podem ajudar a disparar a crise. Taninos e sulfitos também entram entre os possíveis irritantes.

Além disso, desidratação e sono ruim favorecem o problema. Por isso, outras bebidas alcoólicas também podem desencadear episódios.

Como reduzir os efeitos da bebida

Alguns cuidados ajudam a minimizar os sintomas após o consumo. O mais importante é manter a hidratação durante a ingestão.

Beber água entre os goles reduz a perda de líquido. Essa prática também ajuda a aliviar parte do mal-estar no dia seguinte.

Os sinais de desidratação incluem sede, cansaço e boca seca. Dor de cabeça e câimbras também podem aparecer.

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A alimentação pode colaborar na recuperação. Frutas e alimentos com glicose ajudam a repor energia. Eles também oferecem água, fibras, vitaminas e minerais. Esses nutrientes podem aliviar o desconforto gastrointestinal.

Mesmo assim, os especialistas reforçam moderação. O álcool não traz benefício estético e ainda pode afetar sono, peso e saúde.

O que fica de alerta no caso de Virginia

A fala de Virginia viralizou porque mexe com uma percepção comum. Muita gente associa bebida alcoólica a "secar" o corpo no dia seguinte.

Mas o efeito é temporário e vem da desidratação. Não se trata de emagrecimento real nem de melhora corporal.

O alerta médico é importante justamente por isso. A aparência pode mudar, mas o organismo segue sofrendo os impactos do álcool.

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