Trilhas no verão: calor e desidratação exigem cuidado

Caso recente no Pico Paraná alerta para os riscos de enfrentar montanhas sem o preparo adequado na alta temporada

6 jan 2026 - 20h09

O verão é a alta temporada do turismo de aventura, mas também o período que exige maior cautela. O recente caso do desaparecimento de um jovem em uma trilha no Pico Paraná (PR), acende um sinal de alerta para toda a comunidade de montanhistas e trilheiros.

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Foto: Shutterstock / Sport Life

Embora as circunstâncias específicas desse caso ainda estejam sendo apuradas pelas autoridades, ocorrências em grandes altitudes durante o verão frequentemente envolvem uma combinação perigosa: altas temperaturas, terreno difícil e exaustão.

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Desidratação nas trilhas

Durante uma subida íngreme, a temperatura corporal sobe rapidamente. Por conta disso, o corpo tenta se resfriar através do suor, perdendo água e sais minerais.

No entanto, o problema da desidratação em trilhas é que ela é silenciosa e progressiva. Quando a sede aparece, o corpo já está em déficit. Além disso, em estágios avançados, a falta de água afeta o cérebro.

O raciocínio fica lento, a confusão mental se instala e a coordenação motora falha. Logo, muitos acidentes e casos de pessoas perdidas ocorrem porque o trilheiro, exausto e desidratado, toma decisões equivocadas ou sai da trilha demarcada sem perceber.

A regra dos litros

O erro mais comum de iniciantes é subestimar a quantidade de água. Levar apenas uma garrafinha de 500ml para uma caminhada de quatro horas é arriscado.

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A recomendação geral é calcular, no mínimo, de 2 a 3 litros de água por pessoa para trilhas de nível médio a difícil. O uso de repositores eletrolíticos (como isotônicos) também é fundamental para evitar câimbras e manter a pressão arterial estável.

Respeite seus limites

Além da hidratação, o horário é crucial. Iniciar a atividade nas primeiras horas da manhã evita a exposição ao sol do meio-dia, que é o mais agressivo. Roupas com proteção UV e chapéus são equipamentos de segurança obrigatórios.

Ao sentir tontura, dor de cabeça forte ou calafrios (sinal de insolação), a ordem é parar, buscar sombra e se hidratar. Em caso de dúvida ou mal-estar, o regresso é a única opção segura. A montanha continuará lá para uma próxima tentativa.

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