O transplante capilar se tornou uma opção popular para tratar a calvície. O procedimento redistribui fios de áreas com maior densidade para regiões com falhas.
Apesar de os resultados serem considerados definitivos, nem sempre o procedimento é único. Em algumas situações, pode ser necessário realizar um novo transplante.
O transplante capilar é definitivo?
Os fios transplantados costumam ser permanentes e não caem novamente. No entanto, o procedimento não impede a queda dos fios naturais. Isso significa que a calvície pode continuar evoluindo ao redor da área transplantada. Com o tempo, novas falhas podem surgir.
"Um novo transplante capilar pode ser indicado, por exemplo, para corrigir problemas do primeiro procedimento realizado em outro serviço ou para complementar resultados e deixar o cabelo com mais densidade", explica o médico Dr. Marcelo Nogueira
Quando pode ser necessário refazer o transplante
Algumas situações podem indicar a necessidade de um novo procedimento:
- Evolução da calvície após o primeiro transplante.
- Resultado com baixa densidade capilar.
- Aparência artificial da linha capilar.
- Surgimento de novas áreas com falhas.
- Sobrevivência parcial dos folículos transplantados.
Nesses casos, um segundo transplante pode complementar o resultado.
A evolução da calvície após o procedimento
O transplante capilar não interrompe o processo de queda dos fios nativos. Ou seja, apenas os fios transplantados permanecem.
Se não houver tratamento clínico após a cirurgia, a calvície pode continuar. Isso pode gerar diferença entre a área transplantada e o restante do couro cabeludo.
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Resultado insatisfatório também pode exigir revisão
Outro motivo comum para refazer o procedimento é a densidade abaixo do esperado. Isso pode ocorrer quando poucos folículos são implantados.
Também pode acontecer quando o desenho da linha capilar não fica natural. Nesses casos, o novo transplante ajuda a corrigir o resultado.
Falhas após o transplante
Em alguns pacientes, parte dos folículos transplantados não sobrevive. Isso pode estar ligado à cicatrização ou à vascularização local.
Doenças do couro cabeludo e alterações hormonais também interferem no crescimento dos fios. Esses fatores podem exigir uma nova cirurgia.
Quando é possível fazer um novo transplante
Antes de pensar em refazer o procedimento, é preciso aguardar o resultado final. Em geral, o tempo mínimo recomendado é de 12 meses.
Esse período permite avaliar corretamente a densidade e a recuperação do couro cabeludo. Só depois disso o médico define a necessidade de nova intervenção.
Quem pode repetir o procedimento
A possibilidade de um novo transplante depende principalmente da área doadora. É necessário haver folículos suficientes disponíveis.
Quando essa condição é atendida, o procedimento pode ser repetido com segurança. O objetivo é melhorar densidade e naturalidade dos fios.