O Ministério da Saúde decidiu incorporar um novo exame para o diagnóstico da dengue na tabela de operações custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o teste rápido de dengue NS1. A inclusão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira, 26.
Na rede privada, o método custa em média R$ 40. Ele permite detectar, no sangue, a presença de uma proteína liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) ainda nos estágios iniciais da infecção.
"O NS1 é uma proteína viral identificada nos primeiros dias de viremia, podendo ser detectada geralmente entre o 1º e o 5º dia de sintomas, período em que os testes sorológicos tradicionais ainda apresentam baixa sensibilidade", explica Giovanna Marssola, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
De acordo com a médica, a principal vantagem do teste é justamente o diagnóstico precoce, que permite evitar o risco de evolução para a dengue grave.
"A incorporação do teste rápido de dengue ao SUS é um avanço importante na estratégia de enfrentamento da dengue no Brasil", entende a infectologista. "Sobretudo em cenários com limitação de infraestrutura laboratorial, o teste rápido melhora a identificação dos casos."
"É mais um aliado importante da abordagem sistêmica para o controle da dengue, a qual inclui ainda vacinação e controle vetorial", acrescenta.
A solicitação para receber o teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.
Para a realização do teste, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de dengue, obtida por um furo na ponta do dedo para coleta do material. O exame não exige jejum ou qualquer outro tipo de preparo.
(Com informações da Agência Brasil)