Técnica inovadora reduz dor da artrite no joelho e melhora função dos pacientes

Técnicas para aliviar a dor da artrite no joelho costumam envolver remédios, fisioterapia e, em casos mais graves, cirurgia de prótese.

19 jun 2026 - 09h02

Técnicas para aliviar a dor da artrite no joelho costumam envolver remédios, fisioterapia e, em casos mais graves, cirurgia de prótese. Entre esses extremos, surge agora uma alternativa minimamente invasiva que chama a atenção da comunidade médica. Esse procedimento reduz a dor da osteoartrite de joelho porque bloqueia pequenos vasos sanguíneos ligados ao processo de inflamação dentro da articulação.

Essa estratégia ainda passa por estudos, mas já desperta interesse por oferecer alívio significativo sem necessidade de grandes cortes. Além disso, o método dispensa internações prolongadas em muitos casos. O foco recai sobre pacientes que sentem dor constante e têm dificuldade para caminhar e subir escadas. No entanto, esses pacientes ainda não desejam ou não podem realizar uma cirurgia de substituição do joelho. Desse modo, a nova técnica se apresenta como uma espécie de "ponte" entre os tratamentos conservadores e a prótese.

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Técnica inovadora reduz dor da artrite no joelho e melhora função dos pacientes

A palavra-chave deste avanço é o bloqueio seletivo de vasos sanguíneos. Em termos simples, o procedimento localiza artérias muito finas que levam sangue a áreas do joelho envolvidas na inflamação crônica da osteoartrite. Em seguida, o médico introduz um cateter, geralmente na região da virilha ou do pulso, e o conduz pelos vasos até a região próxima ao joelho. Então, o profissional libera pequenas partículas que "entopem" esses microvasos ligados ao foco inflamatório.

Assim, ao reduzir o fluxo de sangue nessas áreas específicas, o médico também diminui a chegada de substâncias que alimentam a inflamação e a dor. A articulação continua recebendo sangue, porque o bloqueio atinge apenas uma parte muito localizada da circulação. O objetivo não consiste em "desligar" o joelho. Em vez disso, o médico procura baixar o volume da inflamação que mantém a dor acesa, como se diminuísse o som de um rádio muito alto. Com isso, o paciente sente menos incômodo e ganha mais confiança para se movimentar.

Reduz a dor da osteoartrite de joelho porque bloqueia pequenos vasos sanguíneos ligados ao processo de inflamação dentro da articulação._depositphotos.com / AndrewLozovyi
Reduz a dor da osteoartrite de joelho porque bloqueia pequenos vasos sanguíneos ligados ao processo de inflamação dentro da articulação._depositphotos.com / AndrewLozovyi
Foto: Giro 10

Como esse procedimento minimamente invasivo age na artrite do joelho?

Na prática, o procedimento ocorre com anestesia local e, em alguns casos, sedação leve. Um exame de imagem guiado, como a angiografia, identifica os ramos dos vasos mais associados à dor e à inflamação da articulação. Em seguida, o profissional introduz o cateter e aplica o material que promove o bloqueio controlado. Todo o processo costuma durar pouco tempo, com retorno para casa no mesmo dia ou no seguinte, conforme o protocolo adotado.

Segundo estudos recentes, pacientes com osteoartrite moderada a grave relatam melhora expressiva da dor após o procedimento. Muitos afirmam que atividades simples, como caminhar no quarteirão, entrar e sair do carro ou permanecer em pé por mais tempo, se tornam menos penosas. Além disso, escalas padronizadas de avaliação da dor mostram reduções importantes nos primeiros meses, acompanhadas de ganhos na função do joelho. Em muitos centros, equipes multiprofissionais já avaliam esses resultados de forma sistemática.

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Já em avaliações de acompanhamento, médicos observam manutenção da redução da dor e do aumento da capacidade funcional em boa parte dos pacientes por pelo menos um ano. Em alguns casos, o médico ajusta o tratamento ao longo do tempo, com reforço de fisioterapia ou mudança de medicação. Ainda assim, muitos pacientes não avançam imediatamente para a cirurgia de prótese. Esses resultados sugerem que o bloqueio dos vasos relacionados à inflamação pode prolongar o período em que o paciente convive com a osteoartrite com menos limitações.

Quais foram os principais resultados observados nos pacientes?

Os dados mais recentes apontam três pontos centrais relacionados à eficácia da técnica minimamente invasiva:

  • Redução da dor: queda importante nos níveis de dor medidos por escalas clínicas, muitas vezes já nas primeiras semanas após o procedimento;
  • Melhora da função do joelho: aumento da capacidade de caminhar, subir degraus, sentar e levantar, além de maior facilidade em atividades do dia a dia;
  • Duração dos efeitos: manutenção do alívio e da função melhorada por pelo menos 12 meses em uma parcela relevante dos pacientes acompanhados.

Esses resultados não significam desaparecimento completo da osteoartrite, mas indicam um controle mais eficiente dos sintomas. Alguns participantes dos estudos relatam também menor necessidade de analgésicos de uso contínuo, o que reduz riscos ligados ao uso prolongado de certos medicamentos, principalmente em pessoas idosas. Além disso, muitos pacientes relatam melhora do sono e do humor, já que a dor intensa costuma prejudicar o descanso noturno. Em consequência, a qualidade de vida aumenta e a pessoa retoma atividades sociais antes evitadas.

Por que essa alternativa antes da prótese de joelho é importante?

A cirurgia de prótese de joelho representa um recurso fundamental para muitos pacientes com artrite avançada. No entanto, esse tipo de operação envolve internação, reabilitação longa e riscos típicos de um procedimento de grande porte. Para pessoas com doenças associadas, idade avançada ou receio em relação à cirurgia, um procedimento minimamente invasivo que reduza a dor pode representar uma opção valiosa.

Entre os principais motivos para se buscar alternativas antes da prótese, destacam-se:

  1. Adiar a cirurgia: prolongar o tempo até a necessidade de substituição total da articulação, sem deixar o paciente desassistido;
  2. Melhorar a mobilidade no dia a dia: permitir que a pessoa mantenha uma rotina mais ativa, o que também impacta de forma positiva a saúde geral;
  3. Oferecer opção para quem não pode operar: contemplar pacientes com alto risco cirúrgico, que muitas vezes dependem apenas de remédios e medidas paliativas.

Mesmo assim, especialistas ressaltam que esse tipo de intervenção não substitui totalmente a prótese em casos muito avançados. Além disso, o procedimento não oferece cura para a osteoartrite. A técnica entra como parte de um conjunto de cuidados, que inclui controle de peso, fortalecimento muscular e acompanhamento médico regular. Quando necessário, o médico também associa outros tratamentos complementares, como infiltrações ou terapias de reabilitação específicas. Dessa forma, o cuidado se torna mais completo e personalizado.

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Qual é o futuro dessa técnica no tratamento da artrite do joelho?

Pesquisadores ainda investigam quais perfis de pacientes se beneficiam mais desse bloqueio de vasos associados à inflamação. Além disso, eles estudam qual intervalo se mostra mais adequado para possíveis repetições do procedimento. Estudos maiores e de longo prazo seguem em andamento para avaliar segurança, efeitos colaterais e impacto na qualidade de vida em diferentes faixas etárias e graus de osteoartrite.

A perspectiva indica que, se os resultados continuarem consistentes, essa técnica minimamente invasiva integrará com mais frequência a linha de cuidado da osteoartrite de joelho. Ela tende a atuar especialmente como alternativa intermediária entre tratamentos básicos e a cirurgia de prótese. A combinação de alívio duradouro da dor, melhora da função e menor necessidade de internação prolongada coloca esse procedimento como um possível aliado no manejo da artrite.

O cenário que se desenha aponta para um futuro em que o tratamento da dor no joelho se torne mais personalizado. Nessa abordagem, o médico combina recursos como fisioterapia, medicamentos, intervenções guiadas por imagem e, quando indicado, a prótese. A técnica de bloqueio de vasos sanguíneos ligados à inflamação se encaixa nesse movimento, oferecendo mais uma opção para pacientes com osteoartrite. Dessa forma, essas pessoas podem caminhar com menos dor e preservar a autonomia por mais tempo, sempre com acompanhamento cuidadoso e orientado por evidências científicas.

Essas pessoas podem caminhar com menos dor e preservar a autonomia por mais tempo. – depositphotos.com / IgorVetushko
Foto: Giro 10
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