Sintomas de demência canina: 7 sinais que podem aparecer no comportamento do cão

Seu cachorro mudou de comportamento? Conheça os principais sintomas de demência canina e entenda quando esses sinais merecem atenção.

18 ago 2026 - 11h00
(atualizado às 11h02)

Seu cachorro começou a andar pela casa sem parecer saber para onde vai? Passou a dormir durante o dia e ficar acordado à noite? Ou parece ter esquecido uma rotina que repetiu durante anos?

Sintomas de demência canina / Crédito: Magnific
Sintomas de demência canina / Crédito: Magnific
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Essas mudanças podem estar entre os sintomas de demência canina, como é chamada popularmente a síndrome de disfunção cognitiva canina. A condição está relacionada ao envelhecimento e pode afetar memória, aprendizado, orientação, sono e interação com a família.

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O quadro tem algumas semelhanças com doenças neurodegenerativas humanas. Daí vem a expressão "Alzheimer canino", usada de maneira informal. Os dois problemas, porém, não são exatamente a mesma doença.

Quais são os sintomas de demência canina?

No início, pode ser difícil perceber que há algo errado. Uma pequena mudança no comportamento costuma ser atribuída à idade.

Com o tempo, porém, os sinais podem ficar mais evidentes. As diretrizes internacionais mais recentes agrupam essas alterações em sete áreas, conhecidas pela sigla DISHAA.

Veja o que o tutor pode observar no dia a dia:

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1. Parece perdido em lugares que já conhece

O cachorro pode andar pela casa sem um objetivo aparente, ficar parado diante de uma parede ou de um objeto e ter dificuldade para encontrar lugares que sempre conheceu.

Esse tipo de desorientação é um dos sinais que podem aparecer.

2. Fica diferente com a família

Um cão que sempre foi próximo pode se tornar mais distante.

Outros passam a buscar atenção com mais frequência ou reagem de maneira diferente aos familiares e a outros animais.

3. Troca o dia pela noite

Alterações no ciclo de sono são comuns.

O cachorro pode dormir mais durante o dia e ficar inquieto, andando pela casa ou vocalizando durante a noite.

4. Volta a fazer xixi ou cocô dentro de casa

Um animal que passou anos fazendo as necessidades no lugar certo pode começar a urinar ou defecar dentro de casa.

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Essa perda de hábitos também pode estar relacionada à disfunção cognitiva.

5. Parece esquecer coisas que já sabia

Comandos conhecidos podem deixar de ser realizados como antes.

Atividades rotineiras também podem se tornar difíceis, como se o cachorro tivesse perdido parte da capacidade de lembrar ou aprender.

6. Muda o jeito de se movimentar e brincar

Alguns cães deixam de demonstrar interesse por brincadeiras, passeios e exploração.

Outros ficam inquietos, andam sem parar ou passam a repetir determinados comportamentos.

7. Fica mais ansioso ou inseguro

Medo, inquietação, vocalização e maior dificuldade para ficar sozinho também podem aparecer.

O cachorro pode demonstrar uma insegurança que não fazia parte do seu comportamento anteriormente.

O cão não precisa apresentar todos esses sinais. Eles podem surgir aos poucos, e a combinação de sintomas varia de um animal para outro.

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Além disso, comportamentos semelhantes podem ter outras causas, por isso uma mudança persistente deve ser avaliada por um veterinário.

Quando não é apenas coisa da idade?

Envelhecer não significa necessariamente desenvolver disfunção cognitiva.

Dor, perda de visão ou audição, doenças neurológicas e outros problemas de saúde também podem alterar o comportamento do cachorro.

Por isso, uma mudança persistente não deve ser atribuída automaticamente à idade.

O veterinário precisa investigar outras possíveis causas antes de concluir que se trata de disfunção cognitiva.

Como saber se o cachorro tem demência?

Não existe um exame único que confirme a síndrome de disfunção cognitiva canina.

O veterinário avalia as mudanças de comportamento, quando começaram e como evoluíram, além de fazer exames físico e neurológico.

Dependendo do caso, podem ser solicitados exames de sangue, urina ou imagem para descartar outras doenças. Questionários específicos também ajudam a avaliar a cognição e acompanhar a evolução dos sinais.

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A ressonância magnética pode ser indicada em algumas situações, principalmente para investigar outras alterações neurológicas. Ela não confirma a demência sozinha.

Pesquisadores também estudam biomarcadores no sangue, como a neurofilament light chain (NfL), que apresentou resultados promissores em estudos recentes.

Essas ferramentas, porém, ainda não substituem a avaliação veterinária.

Por que perceber os sinais cedo pode ajudar?

Identificar as mudanças no início permite investigar outras possíveis causas e avaliar estratégias para melhorar a qualidade de vida do animal.

O cuidado varia conforme cada cachorro. O veterinário pode indicar mudanças na rotina, enriquecimento ambiental, estímulos adequados, ajustes na alimentação e, quando necessário, medicamentos.

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Anotar quando os sinais começaram e gravar vídeos do comportamento em casa também pode ajudar durante a consulta, já que algumas alterações podem não aparecer no atendimento.

Se um cão idoso começou a se perder pela casa, trocar o dia pela noite, esquecer hábitos antigos ou mudar a forma de interagir com a família, vale buscar orientação veterinária. Nem toda mudança significa demência, mas também não deve ser ignorada.

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Fonte: SaúdeLAB
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