Pernambuco confirmou a sétima morte por dengue em 2026, com o falecimento de um jovem de 19 anos no Recife. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o estado teve 52.909 notificações da doença até outubro, alta de 31,2% sobre 2025. Ao todo, são 12.913 confirmações, 731 casos graves e 13 óbitos sob investigação. Recife lidera os casos prováveis, seguido por Jaboatão dos Guararapes. Autoridades alertam para sintomas graves e reforçam a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti como prevenção.
Pernambuco confirmou a sétima morte por dengue em 2026. A vítima era um jovem de 19 anos, morador do Recife, que tinha uma comorbidade e morreu em 20 de agosto. A confirmação foi incluída no Boletim Epidemiológico de Arboviroses nº 42, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) na quarta-feira (28).
O levantamento contabiliza 52.909 notificações de dengue entre 4 de janeiro e 24 de outubro. O número representa um crescimento de 31,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Desse total, 12.913 casos tiveram confirmação, incluindo 731 classificados como graves. Outros 13 óbitos permanecem em investigação, enquanto 37 mortes suspeitas foram descartadas para a doença.
Recife concentra mais casos prováveis
O estado registra 23.493 casos prováveis de dengue e 29.416 notificações descartadas. A incidência é de 245,7 casos prováveis para cada 100 mil habitantes.
O Recife lidera o número de registros prováveis, com 3.660, seguido por Jaboatão dos Guararapes, com 3.227. Também aparecem entre os municípios com maiores números Petrolândia, com 1.247; Paulista, com 1.106; e Cabo de Santo Agostinho, com 952.
A distribuição territorial mostra 43 municípios com alta incidência, 51 na faixa intermediária e 88 com baixa incidência.
Sintomas exigem atenção
A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Segundo o Ministério da Saúde, febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele estão entre as manifestações da doença.
A orientação é procurar um serviço de saúde diante de sintomas compatíveis, para avaliação e acompanhamento. A redução da febre também exige atenção: ela pode coincidir com o início da fase crítica, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia após o começo dos sintomas.
Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sensação de desmaio são sinais de alarme. Nessas situações, a recomendação é buscar atendimento imediatamente.
Prevenção passa pelo combate ao mosquito
A eliminação de recipientes que acumulam água é uma das principais medidas para reduzir a reprodução do Aedes aegypti. O cuidado deve incluir a vedação de caixas-d'água e reservatórios e a verificação de objetos que possam funcionar como criadouros.
O Ministério da Saúde reforça que o controle do mosquito continua sendo essencial para prevenir a dengue e outras arboviroses urbanas. Também orienta evitar a automedicação e procurar assistência diante de sinais de agravamento.