Obesidade infantil: projeções preocupantes e a importância da prevenção

Estudo aponta crescimento acelerado da obesidade entre crianças e adolescentes e reforça a importância da prevenção desde cedo

1 jul 2026 - 14h31
Resumo
A obesidade infantil e juvenil aumentou de 4% em 1975 para quase 20% em 2022 e pode atingir 228 milhões de jovens até 2040. Especialistas apontam que sedentarismo, telas em excesso e mudanças alimentares são fatores determinantes. Hábitos familiares e acompanhamento especializado são essenciais para prevenção e controle da condição. 🥗 📱

A obesidade entre crianças e adolescentes continua crescendo em todo o mundo e já é considerada uma das principais preocupações de saúde pública. Segundo o World Obesity Atlas 2026, a prevalência da condição passou de 4% em 1975 para quase 20% em 2022. A projeção é que, até 2040, cerca de 228 milhões de jovens entre 5 e 19 anos vivam com obesidade.

A obesidade infantil e na adolescência exige prevenção e acompanhamento contínuo
A obesidade infantil e na adolescência exige prevenção e acompanhamento contínuo
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Para especialistas, a combinação entre sedentarismo, excesso de tempo em frente às telas e mudanças nos hábitos alimentares tem contribuído para esse cenário.

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Obesidade vai além da alimentação

Segundo o médico Dr. Edson Ramuth, fundador do Emagrecentro, a obesidade é uma doença complexa e não depende apenas da alimentação.

"A obesidade é uma condição complexa e multifatorial. Além da alimentação e da atividade física, fatores genéticos, hormonais, emocionais e comportamentais também influenciam o desenvolvimento da doença. Por isso, o cuidado precisa ir além de orientações isoladas e considerar a realidade de cada criança ou jovem", explica.

O médico ressalta que identificar o excesso de peso precocemente aumenta as chances de prevenir complicações futuras e desenvolver hábitos mais saudáveis ao longo da vida.

Hábitos da família fazem diferença

Para a nutricionista Fernanda Lopes, da Six Clínic, o ambiente familiar exerce papel fundamental na prevenção da obesidade.

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Segundo ela, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, poucas horas de sono e o excesso de telas favorecem o ganho de peso entre crianças e adolescentes.

A nutricionista destaca ainda que mudanças temporárias costumam ter pouco efeito. Para ela, hábitos saudáveis precisam fazer parte da rotina de toda a família, já que as crianças aprendem principalmente pelo exemplo.

Ambos também reforçam que o acompanhamento com profissionais de saúde pode facilitar tanto a prevenção quanto o tratamento da obesidade.

De acordo com Fernanda Lopes, cada criança possui necessidades específicas e uma avaliação individualizada permite definir estratégias mais adequadas para cada caso. Ela acrescenta que a telemedicina também amplia o acesso ao acompanhamento contínuo, favorecendo a manutenção de hábitos saudáveis ao longo do tempo.

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