Um estudo com 810 pessoas da Austrália e Nova Zelândia revelou que entrevistados desonestos distorcem pesquisas sobre teorias da conspiração. Ao testar uma teoria absurda criada pelos cientistas, 13,3% dos participantes foram classificados como insinceros e 8,3% admitiram ter mentido. Como esse grupo tende a endossar mais teorias conspiratórias, os pesquisadores alertam que as ciências sociais precisam considerar essa margem de mentiras para evitar a alteração significativa dos resultados.
02 de setembro de 2026 (Bibliomed). Pesquisadores de universidades da Austrália e da Nova Zelândia buscaram entender qual o percentual de pessoas mentiu ao responder pesquisas de ciências sociais relacionadas a teorias da conspiração. Para isso, eles entrevistaram 810 pessoas para entender quantas respondiam sinceramente aos questionamentos.
Os pesquisadores criaram uma teoria da conspiração absurda: o exército canadense está desenvolvendo um exército de elite de guaxinins gigantes, geneticamente modificados e superinteligentes, para invadir países vizinhos. Eles também apresentaram teorias da conspiração conflitantes, perguntando aos entrevistados se eles estavam brincando ou mentindo de alguma forma.
Os resultados mostraram que 13,3% dos entrevistados podem ser classificados como insinceros, com 8,3% admitindo abertamente que tinham mentido em algum momento. Surpreendentemente ou não, 7,2% endossaram a teoria da conspiração dos guaxinins armados sem sinais de estarem mentindo.
Segundo os autores, as pessoas categorizadas como insinceras por um dos métodos também se mostraram muito mais propensas a endossar teorias da conspiração. Com esses resultados, é preciso que as pesquisas considerem esse percentual de entrevistados com tendência a mentir ao realizar as pesquisas, já que os resultados insinceros podem modificar significativamente os resultados.
Fonte: Royal Society Open Science. DOI: 10.1098/rsos.260163.