O lipedema é uma doença crônica que afeta o tecido gorduroso, principalmente em pernas e coxas.
Diferente da celulite ou do simples acúmulo de gordura, ele pode causar dor, sensação de peso, inchaço e roxos na pele sem trauma aparente.
Outro ponto importante é que o aumento de volume costuma preservar os pés. Essa característica ajuda a diferenciar o quadro de outras condições, como o linfedema.
Segundo a dermatologista Fabiola Bordin, o lipedema não deve ser tratado apenas como uma questão estética. Trata-se de uma inflamação do tecido gorduroso que pode comprometer a qualidade de vida.
Cremes e massagem modeladora funcionam?
De acordo com a especialista, cremes não tratam o lipedema.
A massagem modeladora também não é eficaz, pois não consegue agir de forma profunda nem destruir a gordura inflamada característica da doença.
Além disso, manipulações intensas podem até aumentar o desconforto em pacientes com dor.
Por isso, qualquer tratamento deve ser indicado por um profissional, após avaliação individualizada.
Como escolher o tratamento para lipedema
O tratamento do lipedema varia conforme cada caso.
O médico avalia fatores como:
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Intensidade da dor.
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Grau de inflamação.
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Volume de gordura.
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Presença de flacidez.
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Inchaço.
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Insuficiência venosa associada.
Não existe protocolo único.
Base do tratamento
Algumas medidas são recomendadas para praticamente todas as pacientes:
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Ajustes alimentares.
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Controle do peso.
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Atividade física regular.
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Acompanhamento médico.
O sobrepeso não causa lipedema, mas pode piorar o quadro.
Tratamento em consultório sem cirurgia
Em muitos casos, é possível controlar o lipedema sem cirurgia.
A proposta é reduzir a inflamação do tecido gorduroso e melhorar os sintomas.
Entre as opções estão:
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Tecnologias de micro-ondas, como o aparelho Onda Coolwaves.
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Radiofrequência profunda.
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Bioestimuladores.
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Drenagem linfática, quando há inchaço.
Esses procedimentos são não invasivos e podem ajudar na redução da gordura localizada e da flacidez, além de melhorar o desconforto.
A escolha depende das características de cada paciente.
Quando a cirurgia é indicada?
A cirurgia costuma ser considerada em casos mais graves.
Geralmente, é indicada quando:
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Há grande acúmulo de gordura.
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Existe limitação de movimentos.
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Não houve resposta ao tratamento clínico.
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A dor persiste mesmo após meses de acompanhamento.
Mesmo após a cirurgia, o tratamento não termina. Como o lipedema é crônico e não tem cura, é necessário manter dieta equilibrada, atividade física e acompanhamento médico.
Diagnóstico é clínico
O diagnóstico do lipedema é feito principalmente por avaliação clínica.
Ou seja, o médico considera:
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Histórico da paciente.
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Exame físico.
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Presença de dor e sensibilidade.
Exames como ultrassom com doppler são solicitados apenas quando há suspeita de alterações vasculares ou linfáticas.
Mais do que a aparência, o que define o diagnóstico é a presença de sintomas como dor e queimação.
Lipedema exige tratamento individualizado
O principal alerta dos especialistas é claro: lipedema não é apenas estética. É uma doença inflamatória que exige avaliação médica e plano de tratamento personalizado.
Autodiagnóstico e soluções caseiras podem atrasar o cuidado adequado.
Ao notar dor persistente, aumento desproporcional de volume nas pernas ou surgimento frequente de hematomas, o ideal é procurar um especialista.