Médica alerta sobre creme e massagem modeladora para o lipedema; É eficaz?

Doença que causa dor e inflamação no tecido gorduroso vai além da estética

27 fev 2026 - 15h21

O lipedema é uma doença crônica que afeta o tecido gorduroso, principalmente em pernas e coxas.

Especialista explica por que cremes e massagens não tratam o lipedema
Especialista explica por que cremes e massagens não tratam o lipedema
Foto: Freepik / Saúde em Dia

Diferente da celulite ou do simples acúmulo de gordura, ele pode causar dor, sensação de peso, inchaço e roxos na pele sem trauma aparente.

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Outro ponto importante é que o aumento de volume costuma preservar os pés. Essa característica ajuda a diferenciar o quadro de outras condições, como o linfedema.

Segundo a dermatologista Fabiola Bordin, o lipedema não deve ser tratado apenas como uma questão estética. Trata-se de uma inflamação do tecido gorduroso que pode comprometer a qualidade de vida.

Cremes e massagem modeladora funcionam?

De acordo com a especialista, cremes não tratam o lipedema.

A massagem modeladora também não é eficaz, pois não consegue agir de forma profunda nem destruir a gordura inflamada característica da doença.

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Além disso, manipulações intensas podem até aumentar o desconforto em pacientes com dor.

Por isso, qualquer tratamento deve ser indicado por um profissional, após avaliação individualizada.

Como escolher o tratamento para lipedema

O tratamento do lipedema varia conforme cada caso.

O médico avalia fatores como:

  • Intensidade da dor.

  • Grau de inflamação.

  • Volume de gordura.

  • Presença de flacidez.

  • Inchaço.

  • Insuficiência venosa associada.

Não existe protocolo único.

Base do tratamento

Algumas medidas são recomendadas para praticamente todas as pacientes:

  • Ajustes alimentares.

  • Controle do peso.

  • Atividade física regular.

  • Acompanhamento médico.

O sobrepeso não causa lipedema, mas pode piorar o quadro.

Tratamento em consultório sem cirurgia

Em muitos casos, é possível controlar o lipedema sem cirurgia.

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A proposta é reduzir a inflamação do tecido gorduroso e melhorar os sintomas.

Entre as opções estão:

  • Tecnologias de micro-ondas, como o aparelho Onda Coolwaves.

  • Radiofrequência profunda.

  • Bioestimuladores.

  • Drenagem linfática, quando há inchaço.

Esses procedimentos são não invasivos e podem ajudar na redução da gordura localizada e da flacidez, além de melhorar o desconforto.

A escolha depende das características de cada paciente.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia costuma ser considerada em casos mais graves.

Geralmente, é indicada quando:

  • Há grande acúmulo de gordura.

  • Existe limitação de movimentos.

  • Não houve resposta ao tratamento clínico.

  • A dor persiste mesmo após meses de acompanhamento.

Mesmo após a cirurgia, o tratamento não termina. Como o lipedema é crônico e não tem cura, é necessário manter dieta equilibrada, atividade física e acompanhamento médico.

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Diagnóstico é clínico

O diagnóstico do lipedema é feito principalmente por avaliação clínica.

Ou seja, o médico considera:

  • Histórico da paciente.

  • Exame físico.

  • Presença de dor e sensibilidade.

Exames como ultrassom com doppler são solicitados apenas quando há suspeita de alterações vasculares ou linfáticas.

Mais do que a aparência, o que define o diagnóstico é a presença de sintomas como dor e queimação.

Lipedema exige tratamento individualizado

O principal alerta dos especialistas é claro: lipedema não é apenas estética. É uma doença inflamatória que exige avaliação médica e plano de tratamento personalizado.

Autodiagnóstico e soluções caseiras podem atrasar o cuidado adequado.

Ao notar dor persistente, aumento desproporcional de volume nas pernas ou surgimento frequente de hematomas, o ideal é procurar um especialista.

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