Maju Coutinho anuncia gravidez aos 48 anos e abre debate sobre maternidade tardia

A gravidez tardia exige cuidados especiais e acompanhamento médico rigoroso

28 ago 2026 - 19h19
Resumo
Aos 48 anos, Maju Coutinho anunciou sua primeira gravidez, fomentando o debate sobre a maternidade tardia. Especialistas explicam que a fertilidade cai significativamente após os 35 anos, elevando os riscos de aborto e anomalias genéticas. Apesar dos desafios, a medicina reprodutiva — com fertilização in vitro e ovodoação — e o acompanhamento pré-natal rigoroso tornam a gestação viável e segura, exigindo monitoramento de complicações como a pré-eclâmpsia.

A jornalista Maju Coutinho surpreendeu o público ao revelar em suas redes sociais que está esperando seu primeiro filho aos 48 anos, fruto de seu relacionamento com o artista plástico Agostinho Paulo Moura, de 61 anos.

Entenda os desafios da gravidez tardia
Entenda os desafios da gravidez tardia
Foto: Divulgação / Alto Astral

"Mãe de primeira viagem e pai de terceira viagem embarcando no show da vida particular", escreveu a apresentadora no anúncio. A notícia gerou grande curiosidade e levantou debates importantes sobre a gestação tardia.

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Impactos da idade na fertilidade

As mulheres nascem com uma quantidade pré-determinada de óvulos, que sofrem uma queda considerável na quantidade e na qualidade com o passar dos anos. "Principalmente a partir dos 35 anos, a chance de gravidez espontânea cai significativamente", explica o ginecologista Dr. Igor Padovesi.

Aos 40 anos, sem nenhum outro fator de infertilidade envolvido, a chance de conceber a cada tentativa é de apenas 5% a 10% no máximo, tornando gestações nessa faixa etária uma situação de exceção.

Além da redução numérica, o envelhecimento dos óvulos aumenta a frequência de anomalias genéticas chamadas aneuploidias, onde o óvulo apresenta um número incorreto de cromossomos. O especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, Dr. Rodrigo Rosa esclarece que "a maioria dos embriões com muitos ou poucos cromossomos não resulta em gravidez ou resulta em aborto espontâneo".

O Dr. Padovesi acrescenta que, aos 40 anos, a taxa de aborto espontâneo fica entre 30% e 40%. Enquanto o risco de ter um bebê com Síndrome de Down sobe para aproximadamente 1% (cerca de dez vezes maior do que aos 30 anos).

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Alternativas e cuidados médicos essenciais

Apesar dos desafios naturais, a medicina reprodutiva oferece caminhos eficazes como a Fertilização In Vitro (FIV), procedimento em que o óvulo é fecundado em laboratório. Uma das grandes vantagens da FIV é a possibilidade de realizar exames genéticos nos embriões, selecionando apenas aqueles sem alterações cromossômicas para implantação no útero.

Para mulheres com idade mais avançada e baixa reserva ovariana, Dr. Rosa destaca a ovorecepção. O método utiliza óvulos doados e eleva as chances de sucesso para cerca de 60% por tentativa. Independentemente do método escolhido, o acompanhamento multidisciplinar rigoroso é indispensável para garantir a segurança da mãe e do bebê. 

"Depois dos 40 anos, é muito importante fazer uma avaliação médica completa antes de uma gestação, controlar o peso, ter uma alimentação saudável, manter um bom estilo de vida… e fazer uma suplementação adequada", orienta a ginecologista especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dra. Ana Paula Fabricio. 

Durante o pré-natal, o monitoramento deve ser redobrado, já que "na gravidez tardia, também é muito importante monitorar a pressão arterial, porque existe uma chance maior de pré-eclâmpsia", conclui a especialista.

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