A influenciadora Ju Isen compartilhou sua dolorosa experiência com o uso de PMMA nos lábios, alertando sobre os riscos de intervenções estéticas permanentes. Após R$ 200 mil em cirurgias e anos de tentativas, parte do material ainda permanece em seu corpo. Sua história é um alerta para escolhas conscientes e a valorização da segurança. ⚠️💉
A influenciadora digital Ju Isen, de 39 anos, trouxe a público um alerta crucial sobre os perigos de procedimentos estéticos definitivos.
Mesmo após quatro anos de tratamentos contínuos e mais de R$ 200 mil investidos em cirurgias de reversão, ela revelou que não conseguiu remover completamente o PMMA de seus lábios.
Avaliações médicas recentes confirmaram que parte do produto permanecerá na região facial de forma definitiva, interrompendo uma longa jornada de tentativas para eliminar o material.
Ju Isen conta que iniciou o processo de remoção acreditando que conseguiria reverter completamente o procedimento ao longo do tempo.
"Quando comecei os tratamentos, a minha expectativa era tirar tudo. Eu sabia que não seria rápido, mas acreditava que, depois de tantas intervenções, conseguiria finalmente encerrar esse assunto.
Era isso que eu buscava desde o início. Eu queria olhar para frente sem carregar mais nenhuma consequência daquela escolha", afirma.
A frustração com os limites da medicina estética
Ao longo dos últimos quatro anos, a influenciadora passou por quatro procedimentos cirúrgicos complexos. Ela investiu uma pequena fortuna na tentativa de limpar o material do organismo.
Segundo o relato, a maior frustração veio justamente após a última avaliação médica. Foi quando ela recebeu o diagnóstico de que o produto restante continuará nos tecidos dos lábios de forma permanente.
Até hoje, a influenciadora consegue sentir pequenas irregularidades e nódulos ao tocar a boca. Isso reforça a sensação de que nunca se livrará das sequelas físicas da aplicação.
"Achei que conseguiria retirar tudo, mas descobri que parte do produto continuará comigo para sempre.
Foi muito difícil ouvir isso porque eu realmente acreditava que estava perto de resolver a situação completamente. Depois de tudo o que passei, não era a resposta que eu esperava receber", diz.
Os riscos do preenchimento com PMMA
O PMMA (polimetilmetacrilato) é uma substância plástica em formato de microesferas de caráter permanente.
Diferente do ácido hialurônico, que é absorvido naturalmente pelo corpo em alguns meses, o PMMA não é biodegradável.
Quando aplicado nos lábios ou no rosto, ele se infiltra nos tecidos musculares e na gordura.
Isso torna a remoção cirúrgica extremamente difícil e perigosa, pois pode causar deformidades, necroses e lesões nos nervos.
Atualmente, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a ANVISA desaconselham o uso do PMMA para fins estéticos corporais ou faciais volumosos.
O produto deve ser restrito a pequenas correções médicas específicas.
O caso de Ju Isen ilustra perfeitamente o risco de rejeição crônica, inflamações tardias e formação de granulomas difíceis de tratar.
A lição sobre aceitação e segurança
Hoje, a influenciadora afirma que tenta encarar a situação de outra forma.
Ela reforça que a experiência traumática mudou completamente sua visão sobre intervenções de beleza irreversíveis.
Ju Isen foca na conscientização de outras mulheres para que não passem pelo mesmo sofrimento.
"Passei anos acreditando que conseguiria apagar totalmente essa escolha do passado. Descobrir que isso não vai acontecer foi difícil, mas precisei aceitar.
Se eu pudesse voltar atrás, certamente teria pesquisado muito mais antes de tomar aquela decisão.
É por isso que hoje penso muito mais antes de qualquer procedimento e falo sobre o assunto de forma aberta. Nem tudo pode ser revertido da maneira que a gente imagina", conclui.