Infertilidade afeta 1 em cada 6 pessoas em idade reprodutiva, segundo a OMS, sendo reconhecida como uma doença. Junho é o Mês de Conscientização da Infertilidade, incentivando casais a buscarem ajuda médica. Fatores de ambos os parceiros podem ser analisados por exames específicos, e a idade influencia o tempo de espera para avaliação. 🌱
A jornada para realizar o sonho da maternidade ou da paternidade pode encontrar obstáculos no caminho.
Considerada oficialmente uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade afeta 1 em cada 6 pessoas em idade reprodutiva.
Ela pode ser classificada como primária, quando o casal nunca engravidou, ou secundária, quando já houve gestação anterior.
O mês de junho marca o Mês Mundial da Conscientização da Infertilidade. O objetivo da campanha é quebrar tabus e incentivar homens e mulheres a buscarem orientação médica especializada.
A FERTIPRAXIS - Centro de Reprodução Humana apoia essa campanha.
Quando o casal deve acender o sinal de alerta?
A infertilidade é estabelecida quando o casal mantém relações sexuais sem nenhum método anticoncepcional por um ano e não consegue engravidar.
No entanto, o tempo de espera muda de acordo com a idade da mulher:
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Até 35 anos: A recomendação é aguardar 12 meses de tentativas antes de procurar o médico.
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Entre 35 e 37 anos: A investigação das causas deve começar após apenas 6 meses de tentativas sem sucesso.
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A partir de 38 anos: A avaliação médica especializada deve ser iniciada de forma imediata.
Os homens também precisam acompanhar a saúde reprodutiva de perto. A investigação masculina é recomendada principalmente após os 45 anos de idade.
Estudos científicos comprovam que o envelhecimento causa impactos diretos na qualidade do sêmen.
Um grave problema de saúde pública e bem-estar
O cuidado com a fertilidade vai muito além da reprodução. Ele é um problema de saúde pública que precisa ser amplamente debatido nos consultórios.
A dificuldade para engravidar gera impactos severos na saúde mental do casal. O estresse crônico pode afetar a vida profissional e a qualidade de vida.
Os dados estatísticos da OMS revelam a gravidade do cenário. Entre 50 e 80 milhões de pessoas no mundo enfrentam a infertilidade.
No Brasil, esse número alarmante atinge cerca de 8 milhões de indivíduos. As causas são diversas e atingem os dois gêneros de forma equilibrada.
Atualmente, estima-se que 35% dos casos estão relacionados à mulher e 35% ao homem.
Outros 20% envolvem fatores de ambos os parceiros e 10% possuem causas desconhecidas.
Quais exames avaliam a fertilidade do homem?
O diagnóstico da fertilidade masculina começa de forma simples no laboratório. Os exames principais indicados pelos médicos são:
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Análise seminal (espermograma): Avalia detalhadamente a qualidade, a quantidade e a motilidade dos espermatozoides.
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Exames de sangue: Avaliam os níveis de hormônios essenciais, como a testosterona e o hormônio folículo-estimulante (FSH).
Quais exames avaliam a fertilidade da mulher?
A avaliação do aparelho reprodutor feminino exige uma abordagem mais detalhada. Os exames de rotina e de imagem incluem:
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Exames de dosagem hormonal: Avaliam hormônios da ovulação no sangue, como estradiol, progesterona, FSH, LH e o hormônio anti-mülleriano (HAM).
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Ultrassonografia transvaginal: Mapeia a saúde física dos ovários, do útero e das trompas de falópio.
Testes específicos e exames cirúrgicos na mulher
Caso os exames iniciais não apresentem respostas claras, o ginecologista ou especialista em reprodução assistida pode solicitar testes avançados:
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Histerossalpingografia: Um exame de raio-x com contraste que avalia a anatomia do útero e a permeabilidade das trompas.
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Laparoscopia e histeroscopia: Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos para olhar diretamente os órgãos reprodutivos.
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Avaliação genética: Testes específicos de DNA para identificar possíveis anomalias cromossômicas que afetam a fertilidade do casal.