Isa Scherer revela toxoplasmose e acende alerta sobre doenças na gestação

Doenças na gestação podem afetar mãe e bebê. Veja riscos de toxoplasmose, sífilis, zika, HIV, H1N1 e gestação diabética e como se prevenir.

22 jul 2026 - 18h16
Resumo
Isa Scherer, grávida do terceiro filho, revelou estar com toxoplasmose, destacando a importância de cuidado e prevenção durante a gestação. Doenças como sífilis, HIV, zika vírus e diabetes gestacional também exigem atenção redobrada, pois podem afetar a saúde da mãe e do bebê. Diagnóstico precoce, vacinas e mudanças no estilo de vida são fundamentais. 🤰🩺

Grávida do terceiro filho, Isa Scherer revelou que está com toxoplasmose. A notícia é mais um lembrete de que certas doenças seguem circulando silenciosamente entre mulheres em idade fértil e gestantes, muitas vezes sem sintomas claros.

Fotos: Reprodução/Instagram
Fotos: Reprodução/Instagram
Foto: Saúde em Dia

O caso recoloca no centro do debate um grupo de infecções e condições que podem impactar diretamente a saúde da mãe e do bebê - da toxoplasmose à sífilis, passando por zika vírus, rubéola, HIV, gripe H1N1 e gestação diabética.

Publicidade

Ao mesmo tempo, especialistas reforçam que informação, diagnóstico precoce e prevenção seguem sendo as principais ferramentas para reduzir riscos e evitar desfechos graves.

Doenças na gestação: por que o cuidado precisa ser maior

Essas doenças ganham destaque porque muitas vezes passam despercebidas no início. Ou seja, você pode não sentir nada ou confundir os primeiros sinais com um mal-estar comum, ao mesmo tempo em que há risco de complicações para quem está grávida ou pretende engravidar.

Além disso, grande parte delas tem algo em comum: dá para reduzir bastante o risco com acompanhamento médico, exames em dia, vacinas e alguns ajustes no estilo de vida. Isso significa que não é só "azar", mas também prevenção.

Toxoplasmose: o alerta que o caso da Isa Scherer traz

A toxoplasmose é uma infecção causada por um parasita, geralmente ligada ao consumo de carnes malcozidas, contato com solo ou água contaminados e, em alguns casos, ao manejo incorreto de fezes de gatos. Apesar de, muitas vezes, ser leve em adultos, ela pode trazer complicações sérias na gestação.

Publicidade

Na mulher grávida, a toxoplasmose pode atingir o bebê, principalmente se a infecção ocorre pela primeira vez durante a gestação. Por isso, exames de sangue são fundamentais para detectar exposição prévia e infecção recente.

Além disso, cuidados simples ajudam na prevenção: evitar carnes malpassadas, lavar bem frutas e verduras, usar luvas no manuseio de terra e manter higiene adequada com caixas de areia de gatos. Ou seja, é o tipo de doenças que dialoga diretamente com a rotina da cozinha e da casa.

Sífilis e HIV: por que o diagnóstico precoce muda tudo

Sífilis e HIV são infecções sexualmente transmissíveis, e o grande ponto aqui é que o diagnóstico precoce permite tratamento e redução importante de risco para o bebê. A sífilis pode causar abortamento, prematuridade e sífilis congênita se não for tratada durante a gestação.

Por isso, testes rápidos de sífilis e HIV fazem parte do pré-natal e precisam ser levados a sério. Além disso, o uso de preservativo em relações sexuais é uma forma prática de prevenção.

Publicidade

No caso do HIV, seguir o tratamento corretamente, com antirretrovirais, reduz muito o risco de transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê. Isso significa que, mesmo entre doenças complexas, informação e adesão ao acompanhamento mudam totalmente o cenário.

Zika vírus e rubéola: o impacto para o desenvolvimento do bebê

Zika vírus e rubéola ficaram muito conhecidos justamente pelo impacto na gestação. O zika ganhou destaque pelos casos de microcefalia, e a rubéola pela síndrome da rubéola congênita, que pode afetar visão, audição e desenvolvimento.

No entanto, há uma diferença importante na forma de prevenção. A vacina contra rubéola faz parte do calendário de imunização e protege de forma eficaz, mas ela é indicada antes da gestação, não durante. Ou seja, manter vacinas atualizadas é uma forma de evitar essa doenças antes de pensar em engravidar.

Já o zika pede atenção ao controle de mosquitos, ao uso de repelentes indicados pelo médico e à proteção contra picadas, principalmente em áreas com circulação do vírus. Mesmo que o tema pareça ter "sumido" das notícias, vale manter o cuidado, especialmente se você mora em regiões com histórico de surtos.

Publicidade

Gripe H1N1: não é "só uma gripe"

A gripe H1N1 é um tipo de influenza que pode ser mais agressivo, especialmente em gestantes e pessoas com doenças crônicas. Na gravidez, ela aumenta o risco de complicações respiratórias e internações.

A vacina anual contra influenza é uma das principais ferramentas de prevenção. Além disso, hábitos como lavar as mãos, evitar contato próximo com pessoas gripadas e seguir orientação médica diante de febre e falta de ar ajudam a reduzir riscos.

Apesar de muita gente tratar gripe como algo "simples", na lista de doenças que merecem atenção na gestação, a H1N1 aparece com destaque.

Gestação diabética: quando o açúcar vira problema silencioso

A gestação diabética, ou diabetes gestacional, acontece quando os níveis de açúcar no sangue se elevam durante a gravidez. Muitas vezes, isso não dá sintomas claros; portanto, exames de rotina são essenciais.

Se não controlado, o quadro pode aumentar risco de pressão alta, parto prematuro, bebê grande para a idade gestacional e hipoglicemia no recém-nascido. Por outro lado, quando você segue orientação de alimentação, atividade física e, se necessário, medicação, o risco cai bastante.

Publicidade

Essa é uma das doenças em que a parceria entre paciente e equipe de saúde faz muita diferença no resultado.

O que todas essas doenças têm em comum?

Quando você coloca toxoplasmose, sífilis, zika vírus, rubéola, HIV, gripe H1N1 e gestação diabética lado a lado, vê alguns pontos em comum:

  • Muitas podem ser prevenidas ou controladas com exames, vacinas e acompanhamento.

  • Grande parte oferece risco maior na gestação, especialmente para o bebê.

  • Estilo de vida, cuidados diários e responsabilidade compartilhada com a equipe de saúde impactam diretamente o desfecho.

Além disso, elas mostram como é importante não minimizar sintomas, não "pular" etapas do pré-natal e não deixar de fazer check-ups periódicos quando se planeja engravidar.

Como se proteger na prática

Algumas atitudes ajudam a reduzir o risco de várias dessas doenças.

  • Manter calendário vacinal em dia, inclusive para rubéola e influenza.

  • Fazer exames de rotina e seguir o pré-natal completo.

  • Usar preservativo em relações sexuais para prevenir ISTs como sífilis e HIV.

  • Cuidar da alimentação, da higiene na cozinha e do preparo dos alimentos.

  • Controlar peso, glicemia e pressão com acompanhamento médico.

  • Reduzir exposição a mosquitos e seguir orientações locais em períodos de circulação de zika.

Dessa forma, você transforma informação em organização da rotina e, ao mesmo tempo, protege sua saúde e a de futuros bebês.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se