Casos recentes de hantavírus investigados entre passageiros de um cruzeiro internacional reacenderam o alerta de especialistas sobre uma doença rara, mas considerada potencialmente grave por autoridades de saúde. O principal desafio, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), é que os primeiros sintomas costumam ser facilmente confundidos com uma gripe comum.
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Entre os sinais iniciais mais frequentes estão febre e dores musculares intensas, especialmente nas coxas, quadris, costas e ombros. Como esses sintomas também aparecem em infecções virais comuns, muitos pacientes acabam demorando para procurar atendimento médico.
Sintomas podem surgir semanas após exposição
De acordo com o CDC, os primeiros sintomas da síndrome pulmonar por hantavírus costumam aparecer entre uma e oito semanas após o contato com roedores infectados ou ambientes contaminados por urina, saliva ou fezes desses animais.
Além da febre e das dores musculares, os pacientes podem apresentar fadiga intensa, calafrios, dor de cabeça, tontura e problemas gastrointestinais, como náusea, vômito e diarreia.
As autoridades de saúde destacam que os sintomas iniciais são facilmente confundidos com os da gripe, o que pode atrasar tanto o diagnóstico quanto o início do acompanhamento médico.
Embora o começo da doença pareça semelhante ao de uma infecção viral comum, a evolução do hantavírus pode ser rápida. Entre quatro e dez dias após os primeiros sintomas, alguns pacientes entram em uma fase considerada mais grave, marcada por tosse, dificuldade para respirar e sensação de aperto no peito.
Isso acontece porque os pulmões podem começar a acumular líquido, comprometendo a respiração e aumentando o risco de complicações.
Vacinação e prevenção
Atualmente, não existe vacina nem tratamento direcionado contra o hantavírus. O atendimento é baseado em cuidados de suporte, incluindo hidratação, controle dos sintomas e assistência respiratória nos casos mais severos.
Os exames realizados nas primeiras 72 horas após o surgimento dos sintomas podem não identificar o vírus. Por isso, alguns pacientes precisam repetir os testes posteriormente. A principal forma de prevenção continua sendo evitar contato com roedores e ambientes potencialmente contaminados.
Especialistas recomendam vedar frestas e espaços por onde os animais possam entrar, além de redobrar os cuidados durante a limpeza de locais fechados, abandonados ou com sinais de infestação. A orientação é evitar levantar poeira nesses ambientes e utilizar medidas de proteção adequadas ao lidar com possíveis resíduos contaminados.