Gordura no fígado: como o problema afeta humanos, cães e gatos

Gordura no fígado em humanos, cães e gatos: causas, sintomas, riscos e tratamento, além de dicas práticas para prevenir

20 fev 2026 - 10h02

A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, aparece cada vez mais nos consultórios médicos e veterinários. Em humanos, o quadro se relaciona ao estilo de vida, mas não apenas a isso. Já em cães e gatos, muitos tutores ainda se surpreendem ao ouvir o diagnóstico pela primeira vez.

Apesar de frequente, o acúmulo de gordura no fígado exige cuidado. Em fases iniciais, o órgão ainda consegue se adaptar. Porém, com o tempo, a inflamação pode surgir e comprometer funções importantes, como digestão e metabolismo de nutrientes.

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fígado -depositphotos.com / eranicle
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Foto: Giro 10

O que é gordura no fígado e como ela se forma?

A gordura no fígado surge quando o órgão recebe mais lipídios do que consegue processar. Em outras palavras, as células passam a armazenar triglicerídeos em excesso. Esse acúmulo altera a estrutura interna do fígado e interfere no funcionamento cotidiano.

Em humanos, médicos observam dois grandes grupos. O primeiro envolve pessoas que consomem álcool de forma regular e em quantidade elevada. O segundo grupo apresenta a chamada doença hepática gordurosa não alcoólica, associada ao sedentarismo, à alimentação rica em ultraprocessados e a condições como obesidade e diabetes tipo 2.

Entre cães e gatos, a gordura no fígado geralmente se conecta a outros problemas. Em gatos, por exemplo, o jejum prolongado ou a perda rápida de peso podem desencadear a lipose hepática felina. Já em cães, a esteatose pode acompanhar doenças endócrinas, inflamações crônicas ou uso prolongado de certos medicamentos.

Gordura no fígado em cães e gatos é tão séria quanto em humanos?

Em todos os casos, a gordura no fígado representa um sinal de alerta. A diferença está no ritmo de evolução e nos fatores que mantêm a agressão ao órgão. Em humanos, o processo geralmente avança de forma lenta, ao longo de anos. Nos animais, algumas formas de esteatose se instalam em poucas semanas.

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Veterinários destacam que gatos apresentam maior sensibilidade. Quando deixam de comer por estresse, dor ou mudança de ambiente, o organismo mobiliza gordura do tecido adiposo para gerar energia. Essa gordura migra rapidamente para o fígado e provoca um acúmulo intenso. Sem intervenção, o quadro pode causar insuficiência hepática.

Nos cães, a gordura no fígado costuma acompanhar outras enfermidades, como síndrome de Cushing, pancreatite crônica ou obesidade severa. Em humanos, a gordura hepática se associa com frequência à síndrome metabólica. Dessa forma, médicos e veterinários encaram o fígado gorduroso como parte de um conjunto de alterações, e não como um problema isolado.

Quais são os sintomas em humanos, cães e gatos?

A gordura no fígado pode permanecer silenciosa por muito tempo. Em muitos exames de rotina, o médico descobre a alteração por meio da ultrassonografia abdominal. Mesmo assim, alguns sinais acabam chamando a atenção.

  • Cansaço frequente sem causa aparente
  • Desconforto abdominal do lado direito
  • Enjoo recorrente após refeições mais gordurosas
  • Alterações em exames de sangue, como elevação de enzimas hepáticas

Em cães e gatos, os tutores costumam notar mudanças de comportamento. O animal passa a comer menos, perde peso, demonstra apatia e prefere ficar deitado. Em quadros mais avançados, podem surgir vômitos, diarreia, icterícia e aumento do volume abdominal. Assim, qualquer mudança persistente no apetite ou na energia diária justifica uma avaliação profissional.

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Como médicos e veterinários fazem o diagnóstico da gordura no fígado?

O diagnóstico começa pela história clínica. O profissional pergunta sobre rotina, alimentação, uso de medicamentos e doenças associadas. Em seguida, solicita exames específicos. A ultrassonografia abdominal revela alterações na textura do fígado e sugere a presença de gordura.

Além disso, exames de sangue avaliam enzimas hepáticas, bilirrubinas, colesterol e triglicerídeos. Em alguns casos, médicos e veterinários indicam a biópsia hepática. Esse procedimento coleta um pequeno fragmento de tecido e permite análise detalhada. Assim, a equipe consegue diferenciar a simples esteatose de quadros com inflamação intensa e fibrose.

fígado – depositphotos.com / Tharakorn
Foto: Giro 10

É possível tratar e reverter a gordura no fígado?

Na fase inicial, a gordura no fígado pode regredir com mudanças consistentes. Em humanos, médicos recomendam três pilares principais:

  1. Ajuste alimentar com redução de açúcares e gorduras saturadas
  2. Perda gradual de peso, quando necessária
  3. Aumento da atividade física regular

Em alguns pacientes, o tratamento inclui medicamentos para controlar diabetes, colesterol ou triglicerídeos. Já em cães e gatos, veterinários priorizam o manejo da causa de base. Em gatos com lipose hepática, por exemplo, o foco recai na retomada segura da alimentação, muitas vezes com sondas e dietas específicas. Também podem indicar suplementos hepatoprotetores, sempre com acompanhamento periódico.

Quais cuidados ajudam a prevenir gordura no fígado em pessoas e animais?

A prevenção passa por hábitos simples e constantes. Em humanos, consultas regulares e exames de rotina permitem identificar alterações antes de complicações. A adoção de uma alimentação equilibrada, aliada à redução de bebidas alcoólicas, reduz o risco de esteatose hepática.

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Nos animais de estimação, a prevenção depende do manejo diário. Alguns cuidados se mostram especialmente importantes:

  • Oferecer rações de qualidade ou dietas balanceadas por nutricionista veterinário
  • Evitar petiscos calóricos em excesso
  • Manter rotina de peso adequado com brincadeiras e passeios
  • Observar alterações de apetite e procurar ajuda precoce

Dessa forma, a gordura no fígado deixa de ser apenas um achado de exame. Em humanos, cães e gatos, o quadro funciona como um indicador de desequilíbrios mais amplos. O acompanhamento profissional e as mudanças graduais na rotina costumam trazer bons resultados e ajudam a proteger o fígado ao longo dos anos.

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