Fazer agachamento prejudica a coluna? Médico responde

15 abr 2026 - 04h57
Mito ou verdade: agachamento faz mal para a coluna?
Mito ou verdade: agachamento faz mal para a coluna?
Foto: Freepik

O agachamento é um dos exercícios mais populares nas rotinas de treino mas costuma gerar dúvidas e até receio entre praticantes, especialmente por envolver diretamente a região lombar. Mas, afinal, ele representa um risco real à coluna ou pode ser um aliado da saúde?

"O agachamento, quando realizado com técnica adequada, orientação profissional e controle progressivo de carga, não é prejudicial à coluna vertebral. Ao contrário, trata-se de um dos exercícios mais completos para o fortalecimento da musculatura estabilizadora do tronco, incluindo os músculos paravertebrais, glúteos e o conjunto muscular conhecido como “core”", explica o Dr. Daniel Oliveira, médico ortopedista especialista em coluna vertebral.

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Sob o ponto de vista biomecânico, esse exercício contribui para o aumento da estabilidade da coluna lombar e para a melhora do controle neuromuscular, fatores diretamente relacionados à prevenção de dor e de lesões. "A carga axial gerada durante o movimento é considerada fisiológica, desde que respeitados os limites individuais. Entretanto, a execução inadequada — especialmente com desalinhamento da coluna, excesso de carga ou preparo muscular insuficiente — pode levar à sobrecarga de estruturas como discos intervertebrais e articulações facetárias", completa.

Quem não deve realizar agachamento?

O médico afirma que o agachamento não é, de forma geral, um exercício contraindicado, porém pode necessitar de adaptações em determinadas condições clínicas. "Entre elas, destacam-se a hérnia de disco lombar sintomática, estenose do canal lombar, espondilolistese e quadros de dor lombar aguda intensa. Nessas situações, a realização do exercício deve ser cuidadosamente avaliada, podendo ser modificada ou temporariamente suspensa conforme a fase da doença e a resposta clínica do paciente".

Indivíduos em pós-operatório recente de cirurgia da coluna ou com limitações funcionais importantes devem aguardar liberação médica antes de iniciar ou retomar a prática. "A decisão deve sempre ser individualizada, baseada em avaliação clínica criteriosa e, quando indicado, em exames complementares", conclui.

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