Dieta mediterrânea na balança: ela faz emagrecer mais?

Dieta mediterrânea emagrece mais? Um estudo de dois anos comparou a estratégia com outro programa de perda de peso. Veja o que mudou.

25 ago 2026 - 11h00
(atualizado às 11h02)
Resumo
Um estudo publicado na JAMA Network Open revelou que a dieta mediterrânea promove perda de peso similar a programas comerciais de emagrecimento, sem apresentar vantagem adicional na balança. Ao acompanhar 360 adultos com obesidade por dois anos, os pesquisadores constataram que, embora não emagreça mais, o padrão mediterrâneo melhora significativamente a qualidade nutricional da alimentação ao priorizar itens in natura e gorduras boas, reduzindo ultraprocessados e carnes vermelhas.

Quem começa uma dieta geralmente olha primeiro para a balança. Se os quilos diminuem, a estratégia parece estar funcionando. Mas será que a dieta mediterrânea faz emagrecer mais do que outras formas de perder peso?

Dieta mediterrânea emagrece mais? / SaúdeLab
Dieta mediterrânea emagrece mais? / SaúdeLab
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Para investigar essa questão, pesquisadores acompanharam 360 adultos com obesidade durante dois anos.

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Um grupo recebeu orientação baseada na dieta mediterrânea; o outro participou de um programa comercial de emagrecimento.

A dieta mediterrânea fez emagrecer mais?

Não de forma significativa. Ao final dos 24 meses, os dois grupos perderam peso, mas não houve diferença significativa entre as estratégias.

Na prática, a dieta mediterrânea ajudou no emagrecimento, mas não se mostrou superior à outra estratégia.

O que mudou de forma mais clara foi a alimentação.

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O que mudou no prato?

A proposta não era simplesmente cortar calorias. A dieta mediterrânea prioriza alimentos como frutas, verduras, legumes, grãos integrais, castanhas, sementes, peixes e óleos vegetais.

É um padrão alimentar baseado principalmente em alimentos in natura ou pouco processados e em fontes de gorduras insaturadas, como azeite, castanhas e sementes. Carnes vermelhas e alimentos ultraprocessados tendem a aparecer com menos frequência.

Ao longo dos dois anos, os participantes desse grupo passaram a consumir proporcionalmente mais gorduras insaturadas e menos carboidratos. Os indicadores usados pelos pesquisadores também apontaram uma melhora maior na qualidade da dieta.

Isso não significa que carboidratos sejam ruins ou que aumentar o consumo de gordura faça emagrecer. A mudança envolveu o conjunto da alimentação, e não um alimento ou nutriente isolado.

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O que isso significa para quem quer emagrecer?

O ensaio publicado na JAMA Network Open mostra que melhorar a alimentação não significa, necessariamente, perder mais peso.

A estratégia mediterrânea levou a uma perda de peso modesta, semelhante à observada com o programa de comparação. A diferença mais clara apareceu na qualidade da alimentação.

Portanto, neste ensaio, adotar um padrão mediterrâneo não trouxe uma vantagem adicional para quem queria emagrecer.

Em resumo, a dieta mediterrânea ajudou na perda de peso, mas não fez os participantes emagrecerem mais do que a outra estratégia.

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Fonte: SaúdeLAB
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