Dia Mundial da Poliomielite: entenda os principais riscos da doença e como se prevenir

Doença pode atingir o sistema nervoso e deixar sequelas permanentes, principalmente quando a imunização está incompleta

24 out 2026 - 07h37
Resumo
O Dia Mundial da Poliomielite reforça o alerta contra a paralisia infantil, que afeta crianças e adultos não vacinados e pode causar sequelas graves e morte. Transmitida por via fecal-oral, a doença não tem cura e é favorecida por saneamento precário. Embora o vírus selvagem não circule no Brasil desde 1990, a cobertura vacinal segue abaixo da meta de 95% desde 2016. A imunização infantil completa com a vacina inativada (VIP) continua sendo a principal forma de evitar o retorno da infecção.

O Dia Mundial da Poliomielite, celebrado em 24 de outubro, reforça a importância de persistir com a proteção contra uma doença que pode provocar consequências graves. Apesar de o Brasil não registrar circulação do poliovírus selvagem desde 1990, a queda na cobertura vacinal mantém o alerta.

Poliomielite segue exigindo atenção mesmo após décadas sem circulação do vírus no Brasil, principalmente diante da baixa cobertura vacinal
Poliomielite segue exigindo atenção mesmo após décadas sem circulação do vírus no Brasil, principalmente diante da baixa cobertura vacinal
Foto: Manjurul/Getty Images / Bons Fluidos

Também conhecida como paralisia infantil, a doença pode atingir crianças e adultos não imunizados. Em grande parte dos casos, a infecção passa sem sintomas. Quando evolui, porém, pode comprometer o sistema nervoso e deixar sequelas permanentes.

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Poliomielite pode provocar sequelas neurológicas

Os primeiros sinais podem se confundir com outras infecções. Febre, mal-estar, dor de cabeça, dores no corpo, vômitos, diarreia, rigidez na nuca e espasmos estão entre as manifestações possíveis. Nos quadros mais graves, o poliovírus pode atingir regiões do sistema nervoso responsáveis pelos movimentos.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cerca de um em cada 200 casos pode evoluir para paralisia permanente dos braços ou das pernas. Quando isso acontece, os membros inferiores aparecem entre os mais atingidos.

Entre as possíveis consequências estão atrofia muscular, alterações no crescimento das pernas, escoliose, dores articulares e dificuldades para falar ou engolir. Em situações raras, o vírus também pode alcançar áreas relacionadas à respiração e levar à morte.

Transmissão é favorecida por falta de saneamento

O poliovírus se espalha principalmente pela via fecal-oral. Isso significa que água, alimentos, mãos ou superfícies contaminadas podem facilitar a infecção. O contato com secreções eliminadas pela boca também pode transmitir o vírus.

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Por isso, más condições de saneamento, higiene inadequada e dificuldade de acesso à água tratada aumentam as chances de circulação da doença. Crianças pequenas estão entre os grupos de maior risco, principalmente quando não completaram o esquema de vacinação. Adultos não imunizados também podem adoecer.

Vacinação é essencial para prevenir a poliomielite

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação é a principal forma de impedir a doença. Desde novembro de 2024, o esquema brasileiro utiliza exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP). As crianças devem receber doses aos 2, 4 e 6 meses, além de um reforço aos 15 meses.

A atenção à imunização continua necessária porque o poliovírus selvagem ainda circula em algumas regiões do mundo. Além disso, o órgão aponta que a cobertura brasileira permanece abaixo da meta de 95% desde 2016. Medidas de higiene também ajudam a reduzir a exposição ao vírus, especialmente lavar bem as mãos, consumir água tratada e ter cuidado com o preparo dos alimentos.

Não existe tratamento específico contra a doença

Depois que a infecção acontece, não há um medicamento capaz de eliminar especificamente o poliovírus. O tratamento varia de acordo com os sintomas apresentados. Nos casos em que ficam sequelas motoras, recursos como fisioterapia e exercícios podem ajudar a recuperar força, melhorar a postura e preservar a qualidade de vida.

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Por isso, manter o calendário vacinal atualizado continua sendo a principal estratégia para evitar que a poliomielite volte a representar uma ameaça no país.

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