Como se proteger da dengue diante da previsão de El Niño intenso

Vacina Qdenga e El Niño: como se proteger da dengue em 2027

13 out 2026 - 15h35
Resumo
Com a previsão de um El Niño intenso e estimativas de 1,7 milhão de casos de dengue no Brasil em 2027, especialistas reforçam a urgência da prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. O médico Fábio Argenta orienta combinar o controle de criadouros de água parada e o uso de repelentes com a vacinação. A vacina Qdenga, indicada para pessoas de 4 a 60 anos em duas doses, protege contra os quatro sorotipos do vírus, reduzindo complicações graves, mortes e o impacto no sistema de saúde público e privado.

Com estimativa de 1,7 milhão de casos da doença no Brasil em 2027, diretor médico da Saúde Livre Vacinas orienta sobre vacinação e medidas de prevenção

O calor e as chuvas podem criar condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, e reforçar o alerta para a prevenção da doença no Brasil. Para 2027, estimativas do InfoDengue/Fiocruz apontam a possibilidade de cerca de 1,7 milhão de casos no país. Portanto, o cenário exige atenção diante da previsão de intensificação do El Niño, fenômeno climático que pode alterar os padrões de temperatura e precipitação na temporada 2026/2027.

Foto: Revista Malu

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño está estabelecido e pode atingir intensidade muito forte, com probabilidade próxima de 100% de persistir até fevereiro de 2027. Nesse contexto, o Dr. Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas, rede especialista em imunização, destaca a importância de combinar os principais cuidados recomendados, como eliminar focos de água parada e usar repelentes, com atenção à vacinação. Entre as opções está a Qdenga, vacina desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda, que oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

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A vacina

"A Qdenga é administrada em duas doses e é indicada para pessoas de 4 a 60 anos, independentemente de já terem tido a doença ou não. Além disso, ela não apenas reduz significativamente o risco de infecção, mas também contribui para diminuir o impacto da doença no sistema de saúde, ajudando a evitar complicações graves e hospitalizações. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dores intensas no corpo e, nos casos mais graves, hemorragias e comprometimento de órgãos", explica.

Embora a cobertura vacinal ainda seja um desafio no país, os números da Saúde Livre Vacinas mostram um movimento positivo. Somente no primeiro semestre de 2026, a rede aplicou cerca de 5 mil doses da Qdenga, além disso, registrou crescimento de aproximadamente 30% na procura pelo imunizante desde junho deste ano.

"A prevenção não termina na vacinação. Métodos como eliminar o acúmulo de água parada em recipientes como vasos, garrafas e pneus, que podem se tornar criadouros do mosquito, o uso de repelentes apropriados, especialmente em áreas com alta incidência do Aedes aegypti, e instalar telas em janelas e portas, são alternativas adicionais para aumentar a proteção", recomenda o Dr. Fábio Argenta.

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