O cantor Netinho, conhecido por sucessos como "Milla" e "Beijo na Boca", morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, câncer que atinge células do sistema imunológico.
Segundo comunicado divulgado por sua equipe, a doença evoluiu para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos.
Diagnosticado em 2025, Netinho chegou a apresentar remissão do câncer, mas a doença retornou em maio de 2026. Desde então, o cantor seguia em tratamento.
A morte do artista trouxe atenção para um tipo de câncer que pode apresentar diferentes níveis de agressividade e cujos sintomas nem sempre são reconhecidos inicialmente.
O que é o linfoma não Hodgkin?
O linfoma não Hodgkin é um grupo de cânceres que se desenvolvem nos linfócitos, células de defesa responsáveis por ajudar o organismo a combater infecções.
Essas células fazem parte do sistema linfático, composto por vasos, linfonodos e órgãos que participam do funcionamento do sistema imunológico.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 20 tipos de linfoma não Hodgkin.
Alguns apresentam crescimento lento, enquanto outros evoluem rapidamente e exigem tratamento imediato.
No caso de Netinho, o diagnóstico era de linfoma não Hodgkin do tipo B, que se origina nos linfócitos B, células envolvidas na produção de anticorpos.
Quais são os principais sintomas?
Um dos sinais mais comuns é o aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas, especialmente no pescoço, nas axilas e na virilha.
Diferentemente de algumas infecções, esses caroços podem surgir sem provocar dor.
Outros sintomas incluem:
- Febre persistente sem causa aparente;
- Suor excessivo durante a noite;
- Perda de peso involuntária;
- Cansaço intenso e frequente;
- Coceira na pele sem explicação;
- Aumento dos gânglios linfáticos.
Esses sinais não significam necessariamente a presença de câncer, pois também podem ocorrer em outras doenças.
Entretanto, quando persistem ou aparecem associados, é importante procurar avaliação médica.
Como o linfoma não Hodgkin é diagnosticado?
A investigação começa com a avaliação dos sintomas e do histórico clínico do paciente.
O médico pode solicitar exames de sangue e de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, dependendo da suspeita.
A confirmação geralmente exige uma biópsia, procedimento no qual uma amostra do tecido afetado é retirada para análise laboratorial.
Esse exame permite identificar o tipo de linfoma e orientar a escolha do tratamento.
Linfoma não Hodgkin tem cura?
Sim. Diversos tipos de linfoma não Hodgkin podem ser curados, especialmente quando respondem bem ao tratamento.
Entretanto, as possibilidades variam conforme o subtipo da doença, seu estágio, a idade do paciente e as condições gerais de saúde.
Entre os tratamentos disponíveis estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e, em determinadas situações, transplante de células-tronco hematopoéticas.
Alguns linfomas de crescimento lento podem ser acompanhados inicialmente sem tratamento imediato, desde que exista indicação médica.
Já as formas agressivas geralmente exigem intervenção rápida.
O que aconteceu com o cantor Netinho?
Netinho recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em 2025, após enfrentar problemas de saúde que levaram à sua internação.
O cantor passou por tratamento e apresentou remissão da doença naquele ano.
Em maio de 2026, entretanto, revelou que o câncer havia retornado de maneira mais agressiva.
Apesar do acompanhamento médico, seu estado de saúde se agravou.
De acordo com a equipe do artista, o quadro evoluiu para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos, provocando sua morte em 13 de outubro de 2026.
A trajetória de Netinho reforça a importância de investigar sintomas persistentes e compreender que o linfoma não Hodgkin reúne diferentes doenças, com comportamentos e possibilidades de tratamento distintos.