O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico. Ele é responsável por levar as imagens captadas pelos olhos até o cérebro.
Na maioria dos casos, o problema está relacionado ao aumento da pressão intraocular.
Com o tempo, essa pressão danifica o nervo óptico de forma progressiva.
Sem tratamento, pode levar à cegueira irreversível.
Por que o glaucoma é chamado de cegueira silenciosa?
O glaucoma é conhecido como cegueira silenciosa porque, na maior parte dos casos, não apresenta sintomas no início.
Segundo a oftalmologista Carolina Rottili Daguano, do Hospital Oftalmos, o maior risco da doença está justamente na ausência de sinais nas fases iniciais.
"Muitos pacientes só percebem alterações quando o glaucoma já está em estágio avançado", alerta a especialista.
Isso acontece porque a perda visual começa de forma periférica.
E o cérebro compensa essa falha por um tempo.
Quais são os primeiros sintomas do glaucoma?
Nos estágios iniciais, o glaucoma geralmente não causa dor.
Nem provoca alteração visível na visão central.
Em alguns casos específicos, podem ocorrer:
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Dor ocular.
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Vermelhidão.
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Visão embaçada.
Mas esses quadros são menos comuns.
A maioria dos pacientes permanece assintomática por anos.
Sintomas do glaucoma em estágio avançado
Quando o glaucoma evolui, os sintomas começam a aparecer.
Os principais são:
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Perda do campo visual periférico.
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Dificuldade para dirigir.
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Problemas para caminhar ou descer escadas.
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Redução da visão central em fases mais graves.
Sem tratamento, a doença pode evoluir para cegueira irreversível.
Quais são os tipos de glaucoma?
Existem diferentes formas da doença.
Os principais tipos de glaucoma são:
Glaucoma primário de ângulo aberto
É o tipo mais comum.
Evolui lentamente e quase sempre sem sintomas no início.
Glaucoma primário de ângulo fechado
É menos frequente, mas mais agressivo.
Pode causar dor intensa, vermelhidão e visão turva de forma súbita.
Glaucomas secundários
São mais raros.
Podem surgir após inflamações, traumas, cirurgias oculares ou outras doenças.
Glaucoma congênito e infantil
Pode afetar recém-nascidos e crianças pequenas.
Os sinais incluem:
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Aumento do globo ocular.
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Olho com aspecto azulado.
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Lacrimejamento excessivo.
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Sensibilidade à luz.
Nesses casos, o diagnóstico precoce é fundamental.
Como é feito o diagnóstico do glaucoma?
O diagnóstico do glaucoma exige consulta oftalmológica completa.
Além da medição da pressão intraocular, podem ser solicitados exames como:
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Avaliação do nervo óptico.
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Exame de campo visual.
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Retinografia.
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Tomografia de coerência óptica.
Esses exames ajudam a detectar alterações antes da perda visual significativa.
Existe tratamento para glaucoma?
O tratamento do glaucoma tem como principal objetivo controlar a pressão intraocular.
As opções incluem:
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Colírios específicos.
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Tratamento a laser.
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Cirurgia, quando necessário.
O dano já instalado não pode ser revertido.
Por isso, o acompanhamento precoce é essencial.
Quem tem mais risco de desenvolver glaucoma?
Alguns fatores aumentam o risco da doença:
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Histórico familiar de glaucoma.
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Diabetes.
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Miopia ou hipermetropia.
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Uso prolongado de corticoides.
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Traumas ou cirurgias oculares.
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Idade acima de 40 anos.
A partir dos 40 anos, o risco cresce de forma significativa.
Mesmo pessoas com pressão ocular normal podem desenvolver glaucoma.
Por que pessoas acima de 40 anos precisam de atenção?
A prevalência do glaucoma aumenta com a idade.
Por isso, consultas regulares após os 40 anos são fundamentais.
A avaliação do nervo óptico e exames específicos permitem detectar a doença antes que a perda visual se torne irreversível.
O diagnóstico precoce é a única forma de evitar a cegueira causada pelo glaucoma.
Conclusão: o glaucoma só dá sinais quando já avançou
O glaucoma é uma doença silenciosa.
Na maioria dos casos, não apresenta sintomas no início.
Quando os sinais aparecem, o dano ao nervo óptico já pode ser significativo.
Por isso, a prevenção é a principal estratégia.
Consultas oftalmológicas regulares são essenciais para proteger a visão.