Aacessibilidade estará no centro do debate cultural em São Paulo no dia 11 de março. O Museu do Futebol promove o encontro Acesso em Campo: estética, mediação e protagonismo na acessibilidade, com foco na ampliação do acesso em instituições culturais.
O evento é gratuito, aberto ao público e acontece às 14h, no Auditório Armando Nogueira, dentro do museu, instalado no Estádio do Pacaembu. Também haverá transmissão ao vivo pelo canal oficial da instituição no YouTube.
O que será debatido no encontro sobre acessibilidade
A proposta é ir além da oferta de recursos técnicos. O encontro pretende apresentar a acessibilidade como campo de criação, mediação e estética.
Serão destacadas três iniciativas recentes do museu:
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Audioguia com audiodescrição em formato de programa de rádio.
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Conteúdos em videolibras.
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Plataforma Craques do Conhecimento.
A ideia é reforçar o protagonismo da pessoa com deficiência na construção das experiências culturais.
Protagonismo e mediação educativa
Com a mediação educativa como eixo central, o evento aborda a curadoria compartilhada. Pessoas com deficiência participaram diretamente da criação de conteúdos e recursos.
Segundo Marcelo Continelli, coordenador do Núcleo Educativo do museu, compartilhar essas produções é fundamental para inspirar outras instituições a adotarem práticas mais inclusivas e democráticas.
Programação do evento
A programação será dividida em três painéis temáticos.
Audioguia com audiodescrição
O primeiro painel apresenta o audioguia criado em formato de programa de rádio. O debate aborda as dimensões jornalística, estética e criativa do projeto.
Videolibras
O segundo painel discute o conteúdo em Libras, destacando o protagonismo das pessoas surdas na roteirização e produção do material.
Craques do Conhecimento
O terceiro painel apresenta a plataforma educacional voltada ao futebol adaptado, neurodiversidade e educação anticapacitista. A proposta é tratar a acessibilidade como formação e democratização do saber.
Participantes confirmados
O encontro contará com especialistas e profissionais da área de cultura e acessibilidade, entre eles:
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Georgea Rodrigues, diretora da Inclusive Acessibilidade.
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Cida Leite, consultora em acessibilidade.
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Eliane Camolesi, jornalista e pesquisadora.
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Júnior Nascimento, diretor da Cultura de Acesso.
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Phelipe Pereira e Alexandre Ohkawa, da Cultura de Acesso.
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Profissionais do Museu do Futebol.
Acessibilidade como política permanente
O Programa de Acessibilidade do Museu do Futebol tornou-se referência ao longo dos anos. Desde sua criação, a instituição foi projetada para ser acessível.
Entre as iniciativas está o projeto Deficiente Residente, que aproximou pessoas com deficiência da equipe do museu e ajudou a transformar práticas internas.
Em 2024, com a renovação da exposição principal, o museu ampliou seus dispositivos inclusivos. Foram incorporadas novas maquetes táteis, objetos tridimensionais e conteúdos com audiodescrição, Libras e outros idiomas.
A proposta reafirma a acessibilidade como eixo central e permanente da atuação cultural e educativa da instituição.
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