Câncer no cérebro: veja quais são as causas e os sintomas da doença de Oscar Schmidt

Lenda do basquete brasileiro foi diagnosticado em 2014 e doença estava em remissão desde 2022

17 abr 2026 - 16h51
(atualizado às 16h51)
Morre Oscar Schmidt, maior nome do basquete brasileiro, aos 68 anos
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O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos nesta sexta-feira, 17, sofreu nos últimos anos com um câncer no cérebro e também com arritmia cardíaca. Em 2022, o atleta revelou que tinha perdido o medo de morrer e, por isso, optou por não dar continuidade ao tratamento contra o tumor maligno. 

O primeiro diagnóstico ocorreu em 2011. Na época, ele passou pela primeira de uma série de cirurgias e tratamentos. Mesmo com a doença, ele seguiu a vida participante de eventos, dando palestra e acompanhando o basquete brasileiro e mundial.

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Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial
Foto: Alex Silva / Estadão

Em outubro de 2022, quando anunciou que teria parado o tratamento, também esclareceu por meio de nota, que estava bem de saúde, e que faria apenas acompanhamento médico de rotina, uma vez que sua situação poderia ser considerada como em remissão.

"Durante o período após a extração do tumor, Oscar realizou exames de rotina regularmente, inclusive ressonâncias magnéticas, acompanhando de perto a evolução do tratamento. Recentemente, a equipe médica informou que não seria mais necessário submeter-se às sessões, uma vez que, já há bastante tempo, não há qualquer sinal da doença em seu organismo. Diante deste cenário, recentemente Oscar encerrou o tratamento com sessões de quimio e não 'desistiu' do tratamento, como divulgado, recebendo alta médica", dizia a nota. 

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Câncer no Cérebro

Os cânceres no cérebro e na medula espinhal, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são considerados câncer do Sistema Nervoso Central (SNC). Os tumores nessa região ocorrem devido ao crescimento de células anormais e representam 1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC são no cérebro.

Um tumor no cérebro é considerado preocupante devido à complexidade da área e função que órgão exerce no corpo humano, já que é o grande responsável pelo funcionamento do organismo.

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O Inca estima que entre 2026 e 2028, surjam 12.060 novos casos da doença no Brasil, sendo 6.500 em homens e 5.560 em mulheres para cada ano do triênio. 

Lenda do basquete, Oscar Schmidt teve mal-estar e precisou de atendimento médico
Foto: Clayton de Souza/ Estadão / Estadão

Entre os sintomas, estão:

  • Perda de funções neurológicas
  • Cefaleia
  • Náuseas e vômitos
  • Convulsões
  • Desequilíbrio
  • Visão turva
  • Mudanças de comportamento
  • Sonolência acentuada e coma.

O que aumenta o risco

Entre os fatores já estudados e comprovados está a exposição à radiação ionizante, como por exemplo, profissionais que lidam com raios-X, pessoas que se submetem à radioterapia ou a exames excessivos com radiação, tais como a tomografia. Além disso, pessoas com deficiência do sistema imunológico, seja ela causada pelo vírus HIV ou pelo uso de medicamentos ou drogas que suprimem o sistema imunológico.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser feito a partir de exames de imagem, sendo os mais comuns para esse caso a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) com contraste. Também há os mais aprofundados, como o AngioTC e a AngioRM, a espectroscopia, permeabilidade, difusão, perfusão e outros.

Ainda segundo o Inca, os tumores do SNC têm tratamento complexo e multi-disciplinar, podendo envolver cirurgias para remoção do tumor, quimioterapia, radioterapia, além de fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição,

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Fonte: Portal Terra
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