O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos nesta sexta-feira, 17, sofreu nos últimos anos com um câncer no cérebro e também com arritmia cardíaca. Em 2022, o atleta revelou que tinha perdido o medo de morrer e, por isso, optou por não dar continuidade ao tratamento contra o tumor maligno.
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O primeiro diagnóstico ocorreu em 2011. Na época, ele passou pela primeira de uma série de cirurgias e tratamentos. Mesmo com a doença, ele seguiu a vida participante de eventos, dando palestra e acompanhando o basquete brasileiro e mundial.
Em outubro de 2022, quando anunciou que teria parado o tratamento, também esclareceu por meio de nota, que estava bem de saúde, e que faria apenas acompanhamento médico de rotina, uma vez que sua situação poderia ser considerada como em remissão.
"Durante o período após a extração do tumor, Oscar realizou exames de rotina regularmente, inclusive ressonâncias magnéticas, acompanhando de perto a evolução do tratamento. Recentemente, a equipe médica informou que não seria mais necessário submeter-se às sessões, uma vez que, já há bastante tempo, não há qualquer sinal da doença em seu organismo. Diante deste cenário, recentemente Oscar encerrou o tratamento com sessões de quimio e não 'desistiu' do tratamento, como divulgado, recebendo alta médica", dizia a nota.
Câncer no Cérebro
Os cânceres no cérebro e na medula espinhal, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são considerados câncer do Sistema Nervoso Central (SNC). Os tumores nessa região ocorrem devido ao crescimento de células anormais e representam 1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC são no cérebro.
Um tumor no cérebro é considerado preocupante devido à complexidade da área e função que órgão exerce no corpo humano, já que é o grande responsável pelo funcionamento do organismo.
O Inca estima que entre 2026 e 2028, surjam 12.060 novos casos da doença no Brasil, sendo 6.500 em homens e 5.560 em mulheres para cada ano do triênio.
Entre os sintomas, estão:
- Perda de funções neurológicas
- Cefaleia
- Náuseas e vômitos
- Convulsões
- Desequilíbrio
- Visão turva
- Mudanças de comportamento
- Sonolência acentuada e coma.
O que aumenta o risco
Entre os fatores já estudados e comprovados está a exposição à radiação ionizante, como por exemplo, profissionais que lidam com raios-X, pessoas que se submetem à radioterapia ou a exames excessivos com radiação, tais como a tomografia. Além disso, pessoas com deficiência do sistema imunológico, seja ela causada pelo vírus HIV ou pelo uso de medicamentos ou drogas que suprimem o sistema imunológico.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico pode ser feito a partir de exames de imagem, sendo os mais comuns para esse caso a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) com contraste. Também há os mais aprofundados, como o AngioTC e a AngioRM, a espectroscopia, permeabilidade, difusão, perfusão e outros.
Ainda segundo o Inca, os tumores do SNC têm tratamento complexo e multi-disciplinar, podendo envolver cirurgias para remoção do tumor, quimioterapia, radioterapia, além de fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição,