A atriz Titina Medeiros, que morreu aos 48 anos no último domingo, 11, em decorrência de um câncer de pâncreas, revelou a um amigo próximo os primeiros sintomas que teve antes do diagnóstico da doença. Titina ficou famosa por interpretar a personagem Socorro na novela Cheias de Charme (2012), da TV Globo.
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O artista Raildon Lucena confidenciou à jornalista potiguar Gláucia Lima, durante o velório da atriz, que Titina vinha sentindo dores constantes nas costas. "No começo do ano passado, nós íamos para o Crato, no Ceará, para um festival. Ela não foi porque estava sentindo dores na coluna. Depois ela compartilhou comigo que o médico afirmou que ela estava com suspeita [de câncer]. Acho que só veio confirmar no quinto exame", disse.
O artista compartilhou uma experiência pessoal com a amiga, com a finalidade de dar força a ela. "Falei para ela que eu tinha superado um câncer no qual afirmavam que eu não iria conseguir [curar], mas 12 anos depois estou aqui. Dei muita força a ela, a gente tinha muita esperança. Ela sempre teve um respeito muito grande por nós, era uma pessoa muito importante", lamentou.
O oncologista Jorge Abissamra, coordenador da Oncologia do Hospital Santa Clara, explica ao Terra a dor nas costas é um sintoma relativamente comum, especialmente quando o tumor acomete a parte posterior do pâncreas ou estruturas próximas.
"É uma dor persistente, profunda, que não melhora com repouso ou medidas simples, e por isso merece investigação quando associada a outros sinais", afirma.
Os sintomas iniciais costumam ser inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em fases mais avançadas, os sintomas tornam-se mais evidentes. Os mais comuns incluem:
• Dor abdominal persistente, muitas vezes irradiando para as costas
• Perda de peso sem explicação
• Falta de apetite
• Icterícia (pele e olhos amarelados)
• Urina escura e fezes claras
• Náuseas, fadiga e mal-estar geral
O especialista destaca que os sintomas em homens e mulheres são basicamente os mesmos. O que pode variar é o momento do diagnóstico. Histórico familiar, idade ou hábitos de vida também influenciam.
"Pessoas com histórico familiar de câncer de pâncreas, idade acima dos 50 anos, tabagismo, obesidade, diabetes recente ou pancreatite crônica devem ter atenção redobrada a sintomas persistentes como dor abdominal ou nas costas e perda de peso. Nesses casos, a investigação precoce pode fazer diferença significativa no prognóstico", diz.
A possibilidade de cura do câncer está diretamente ligada ao diagnóstico precoce. Os tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia, isoladas ou combinadas. "Quando o câncer é identificado em fases iniciais, a cirurgia pode ser curativa. Em estágios mais avançados, o tratamento tem como objetivo controlar a doença, aliviar sintomas e prolongar a sobrevida com qualidade", finaliza.