Durante o inverno, o aumento da umidade e a má circulação de ar favorecem a proliferação de mofo e ácaros, agravando alergias respiratórias. A alergologista Cristina Abud de Almeida explica como esses agentes provocam reações alérgicas e dá dicas práticas para prevenir crises, como manter a ventilação e a limpeza do ambiente. ❄️🧹
As alergias no inverno costumam piorar significativamente todos os anos. O tempo gasto em ambientes fechados aumenta bastante nessa época.
As pessoas mantêm portas e janelas trancadas para conservar o calor. Essa atitude reduz muito a circulação do ar nas casas. A umidade gerada por banhos quentes e respiração fica retida.
Isso cria o cenário perfeito para os agentes nocivos. O mofo prolifera rapidamente em paredes, tetos e armários fechados. Os ácaros também se multiplicam intensamente nas poeiras do ambiente.
Como o organismo reage aos invasores?
A alergologista Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Cristina Abud de Almeida explica a ação desses agentes. A especialista esclarece como esses micro-organismos afetam o corpo.
"Os ácaros e o mofo causam alergia em contato com as vias respiratórias. Os ácaros habitam locais úmidos e aquecidos, como colchões, travesseiros, tapetes e estofados. Já o mofo libera esporos invisíveis a olho nu no ambiente, que podem desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis", explica Dra. Cristina.
A resposta imediata do sistema imunológico
O sistema imunológico reage de forma exagerada a essas substâncias inofensivas. A médica detalha o processo inflamatório gerado no corpo humano. O objetivo do organismo é expulsar os falsos invasores.
"Para combater essa falsa ameaça, o corpo libera uma substância chamada histamina, que gera uma inflamação imediata nas vias aéreas. É essa reação de defesa que gera os sintomas clássicos, como espirros, coriza, coceira nos olhos e tosse, na tentativa de expulsar aquilo que o organismo interpreta como um agente invasor", afirma a alergologista.
Impactos negativos do ar seco
Além do mofo, o inverno traz a queda da umidade. O ar extremamente seco irrita profundamente as mucosas do nariz. A garganta também sofre bastante com esse ressecamento constante.
Isso compromete uma barreira natural de proteção do nosso organismo. A suscetibilidade a graves infecções respiratórias aumenta de forma preocupante. Condições crônicas como rinite e asma agravam-se muito rapidamente.
Dicas práticas para reduzir a exposição
Medidas simples na rotina ajudam a evitar as crises alérgicas. O foco principal deve ser a limpeza e a ventilação diária.
Veja as principais recomendações médicas para proteger a sua família:
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Mantenha as janelas abertas diariamente para renovar o ar.
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Lave as roupas de frio antes do primeiro uso sazonal.
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Coloque os cobertores e as roupas de cama no sol.
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Evite usar espanadores e prefira panos úmidos na faxina.
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Lave o nariz com soro fisiológico todos os dias.
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Beba bastante água para hidratar as vias respiratórias internas.
Quando procurar um médico especialista?
A alergologista faz um alerta sobre a persistência dos sintomas. A avaliação profissional garante o diagnóstico correto de cada paciente.
"Pequenas mudanças na rotina podem reduzir significativamente a exposição a ácaros e fungos durante o inverno. No entanto, quando os sintomas persistem, se tornam frequentes ou afetam a qualidade de vida, é importante procurar avaliação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado", conclui Dra. Cristina.