Um professor da rede municipal de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, foi levado ao hospital após ingerir água que, segundo a Prefeitura, pode ter sido adulterada dentro de uma escola localizada no distrito de Gaipió, na zona rural do município. O episódio ocorreu na última terça-feira, 30 de junho, e está sendo investigado.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, há indícios de que substâncias tenham sido colocadas na garrafa utilizada pelo docente. As circunstâncias e a motivação do caso ainda não foram esclarecidas.
Assim que tomou conhecimento da ocorrência, a gestão municipal enviou representantes à unidade de ensino para apurar os fatos e iniciou uma investigação administrativa. A pasta também reuniu pais e responsáveis pelos alunos da turma envolvida para apresentar informações sobre o caso e explicar as providências adotadas.
O professor recebeu atendimento médico e, conforme a Prefeitura, está fora de risco. A Secretaria de Educação informou ainda que acompanha de perto o estado de saúde do servidor durante o período de recuperação.
A administração municipal confirmou que adotou medidas disciplinares contra os estudantes apontados como envolvidos na ocorrência. No entanto, os detalhes não foram divulgados para preservar o andamento das investigações e a identidade dos menores.
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação e tomar as providências previstas na legislação. Até o momento, o órgão não informou quais medidas estão sendo adotadas.
A Polícia Civil de Pernambuco também foi procurada para confirmar a instauração de um procedimento sobre o caso. Até a publicação desta matéria, a corporação não havia se pronunciado oficialmente.
Como forma de apoio à comunidade escolar, a Prefeitura anunciou que psicólogos e assistentes sociais prestarão atendimento aos estudantes, professores e demais profissionais da escola. A iniciativa busca minimizar os impactos do episódio e reforçar ações de prevenção à violência no ambiente escolar.
Em nota, o município repudiou qualquer ato de violência contra profissionais da educação e reafirmou o compromisso com a segurança nas unidades da rede pública. Enquanto o professor se recupera, um docente substituto ficará responsável pelas aulas da turma.