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Quem Ama Cuida: por que o espiritismo desperta tanta curiosidade?

Mentor espiritual Ricardo Melo fala sobre o espiritismo e explica por que temas como comunicação com os mortos, sonhos e sinais despertam a curiosidade do público

3 nov 2026 - 19h37
(atualizado às 20h03)
Resumo
A novela Quem Ama Cuida adotou a temática espírita após o público acolher a revelação de que Francesca é um espírito, fazendo seu amigo Otoniel descobrir sua mediunidade. Segundo o mentor Ricardo Melo, tramas sobre vida após a morte despertam grande curiosidade por tocarem no imaginário popular e em dores universais, como o luto e a saudade. Embora a ficção se diferencie da vivência espiritual real, ela estimula reflexões profundas sobre a existência sem exigir a renúncia das crenças individuais.

Por que histórias sobre a vida após a morte despertam tanta curiosidade?

Em Quem Ama Cuida, entre tantos temas centrais, um que vem ganhando cada vez mais destaque é o espiritismo. Na trama, Otoniel (Tony Ramos) conheceu Francesca (Nathalia Dill) e se encantou por aquela jovem bonita e simpática. Os dois, em seguida, se tornaram amigos e só depois de algum tempo ele descobriu que ela era um espírito.

O espiritismo desperta curiosidade e nos ajuda a entender além das nossas experiências
O espiritismo desperta curiosidade e nos ajuda a entender além das nossas experiências
Foto: Revista Malu

A mudança na história de Quem Ama Cuida

Na ideia inicial dos autores Walcyr Carrasco e Claudia Souto, Francesca iria mostrar os sofrimentos de uma mulher com transtornos de personalidade. Entretanto, como o público acreditou que ela já havia morrido e a história foi bem aceita, a emissora decidiu seguir por esse caminho. Mas por que o espiritismo conquista tantos admiradores?

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De acordo com o mentor espiritual Ricardo Melo (@ricardomeloprosperidade), a presença de elementos ligados ao espiritismo e à espiritualidade nas novelas desperta a curiosidade do público. E segudo ele, isso acontece porque fazem parte do nosso imaginário.

"Histórias que envolvem personagens que já morreram, possíveis comunicações entre diferentes planos, sonhos, sinais e encontros espirituais colocam em cena questões que ultrapassam a ficção. São temas que fazem parte das crenças de muitas pessoas."

Vida após a morte

Ricardo diz ainda que quando as tramas trazem temas como vida após a morte, luto, saudade e a busca por respostas para questões que não possuem uma explicação única ajudam os telespectadores a compreender aquilo que vai além da experiência cotidiana.

"Quando uma novela aborda a espiritualidade, ela acaba trazendo para o debate questões que muitas pessoas já carregam dentro de si. Entre eles, o que acontece depois da morte, se existe uma continuidade da vida e como lidar com a saudade de quem partiu. A ficção desperta essas perguntas porque fala de sentimentos que são universais", explica.

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Novela não é vida real!

Outro aspecto importante é saber que a representação da espiritualidade na dramaturgia não deve ser confundida com as tradições, crenças e experiências espirituais da vida real.

Enquanto a televisão utiliza personagens e situações para construir conflitos e provocar emoções, a vivência espiritual é particular e pode assumir diferentes significados para cada um.

"É importante separar a narrativa da novela da experiência espiritual de cada pessoa. A televisão cria histórias para provocar emoção e reflexão. A espiritualidade, por outro lado, é uma experiência muito particular, que pode ser vivida de maneiras diferentes. O mais interessante é quando a ficção abre espaço para a reflexão, sem que o espectador precise abandonar suas próprias convicções", afirma.

O contato pós-morte

A presença recorrente desses temas na dramaturgia também pode ser relacionada a sentimentos universais, como o luto e a saudade. Ao apresentar personagens que buscam algum tipo de contato ou resposta após a morte de alguém próximo, as novelas acabam colocando em discussão experiências que fazem parte da vida de muitas famílias.

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Para Ricardo Melo, esse é justamente um dos motivos pelos quais histórias envolvendo espiritualidade conseguem provocar identificação. "Quando uma obra fala sobre a perda, sobre a saudade ou sobre a possibilidade de existir algo além daquilo que conseguimos compreender, ela toca em sentimentos muito profundos. Independentemente da crença de cada pessoa, são questões que podem levar à reflexão sobre a própria vida, os relacionamentos e a maneira como lidamos com as perdas", destaca.

O tema também abre espaço para discutir os limites entre ficção, crença e experiência pessoal. Elementos como sonhos, sinais e supostas comunicações com pessoas que já morreram podem ganhar diferentes interpretações dependendo da visão de mundo de cada espectador.

Visão espírita em Quem Ama Cuida: o que vem por aí?

Quando entendeu que Francesca era um espírito, Otoniel passou a estudar mais o tema, tanto para saber mais sobre seus dons como para ajudar a amiga. O florista compreendeu com suas idas a um centro espírita e com as leituras de obras como O Livro dos Espíritos, de Allan Kardeca, que é médium e a conversa com os espíritos pode auxiliar muitas pessoas.

Revista Malu
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