Oferecimento

Pressão alta é silenciosa: 11 alimentos para evitar e hábitos que protegem o coração

Cardiologista explica como escolhas do dia a dia podem influenciar a pressão arterial e quais cuidados ajudam a preservar a saúde cardiovascular

13 ago 2026 - 20h38

No Dia do Cardiologista, comemorado neste 14 de agosto, a atenção se volta para os cuidados com a saúde do coração. Afinal, manter o órgão saudável contribui para o equilíbrio de todo o organismo. Em homenagem à data, a Bons Fluidos reúne orientações da cardiologista Tamara Ribeiro, do AmorSaúde, sobre como prevenir e combater a pressão alta, uma das principais doenças que afetam o sistema cardiovascular.

Cardiologista explica como escolhas do dia a dia podem influenciar a saúde cardiovascular e quais cuidados ajudam a prevenir a pressão alta
Cardiologista explica como escolhas do dia a dia podem influenciar a saúde cardiovascular e quais cuidados ajudam a prevenir a pressão alta
Foto: Canva Equipes/ Stefanut Sava's Images / Bons Fluidos

A condição pode avançar sem apresentar sinais claros, o que torna o acompanhamento da pressão ainda mais importante. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hipertensão atinge 29,7% da população brasileira e está associada a complicações que podem afetar órgãos como coração, rins e cérebro.

Publicidade

11 alimentos que merecem atenção

A alimentação está entre os fatores que podem influenciar a pressão arterial. A especialista aponta que principalmente o excesso de sódio merece cuidado porque pode favorecer a retenção de líquidos e aumentar a pressão nos vasos sanguíneos.

"Uma dieta não saudável pode elevar a pressão arterial, sendo considerada um dos principais fatores de risco para hipertensão", ressalta. Por isso, alguns produtos industrializados devem aparecer com menor frequência na rotina. Entre eles estão:

  • Pães industrializados
  • Enlatados e conservas
  • Fast food, como hambúrgueres
  • Salgadinhos e biscoitos
  • Cereais matinais e granola
  • Embutidos, como presunto, salsicha, salame e peito de peru
  • Molhos e temperos prontos, como ketchup, mostarda, shoyu e caldos
  • Macarrão instantâneo
  • Bebidas industrializadas, como sucos de caixinha e isotônicos
  • Refeições congeladas com temperos prontos

Nesse sentido, a cardiologista recomenda observar os rótulos e comparar a composição dos alimentos antes da compra são atitudes simples que ajudam a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia. Dessa forma, é possível ter maior controle sobre a quantidade de sódio consumida e manter uma alimentação mais adequada para quem precisa cuidar da pressão.

O que colocar no prato para evitar a pressão alta?

Reduzir o sódio é apenas uma parte dos cuidados. Tamara cita a dieta DASH, padrão alimentar que prioriza frutas, vegetais, grãos, castanhas, feijão, lentilhas e proteínas com menor teor de gordura. Esses alimentos fornecem nutrientes importantes para o organismo. O potássio, por exemplo, ajuda no equilíbrio do sódio, enquanto fibras e antioxidantes colaboram para a saúde dos vasos sanguíneos.

Publicidade

"Para controlar a pressão arterial, devemos evitar o excesso de sal, açúcares, gorduras saturadas ou trans e alimentos ultraprocessados. A dieta DASH também pode ajudar a controlar a pressão alta", explica.

Hábitos que protegem o coração

A prevenção vai além das escolhas à mesa. Isso porque a rotina também pode contribuir para manter a pressão sob controle e favorecer a saúde cardiovascular. Pequenas mudanças no dia a dia, portanto, ajudam a construir hábitos mais benéficos a longo prazo.

  • Pratique exercícios: a médica recomenda cerca de 150 minutos semanais de atividade moderada;
  • Cuide do peso: o excesso de gordura corporal pode favorecer alterações relacionadas à pressão;
  • Não fume: o cigarro pode elevar a pressão arterial e acelerar os batimentos;
  • Controle o estresse: a exposição frequente a situações estressantes pode contribuir para o aumento da pressão;
  • Priorize o sono: durante o descanso, o organismo participa da regulação da pressão arterial;
  • Reduza o álcool: moderar o consumo também faz parte dos cuidados cardiovasculares;
  • Acompanhe a pressão: como a hipertensão pode não provocar sintomas, a aferição regular ajuda a identificar alterações.

Segundo Tamara, histórico familiar, sedentarismo, alimentação inadequada, sobrepeso, idade avançada e estresse excessivo estão entre os fatores que merecem atenção. Conhecer os próprios fatores de risco pode ajudar a identificar a necessidade de buscar orientação profissional e fazer mudanças no cotidiano.

Quando procurar um médico?

Embora muitas pessoas não sintam nada, alguns sinais podem aparecer quando a pressão está elevada ou descontrolada. Dor de cabeça frequente, tontura, visão embaçada, falta de ar, dor no peito, palpitações, sangramento nasal e zumbido no ouvido estão entre os sintomas citados pela cardiologista.

Publicidade

Por isso, a orientação é não esperar o surgimento de sinais para acompanhar a pressão. "A principal recomendação para um paciente é aferir regularmente a pressão, e procurar um médico caso a marcação ultrapasse a medição de 12 por 8, o que já indica pré-hipertensão", orienta Ribeiro.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações