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Por que experiências da infância continuam influenciando nossos relacionamentos na vida adulta?

Entenda como as primeiras experiências afetivas podem influenciar a forma como lidamos com vínculos, conflitos, rejeições e limites na vida adulta

24 set 2026 - 14h46
Resumo
Segundo a psicanálise, as primeiras relações e vivências afetivas da infância moldam a percepção de si, do outro e do mundo. De acordo com a psicóloga Bruna Augusto Maiani, esse período não fica no passado: a dinâmica familiar, o acolhimento e até os silêncios vivenciados constroem padrões emocionais que se refletem na vida adulta, influenciando diretamente a resolução de conflitos, o enfrentamento de perdas, a construção da autoestima e a forma como a pessoa se relaciona amorosa e socialmente.
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Foto: Minha Vida

Você já se perguntou por que algumas situações despertam emoções tão intensas, mesmo quando parecem pequenas? Ou por que determinadas relações fazem surgir medo de abandono, necessidade de aprovação ou dificuldade de estabelecer limites?

Para a psicanálise, parte dessas respostas pode estar nas experiências vividas durante a infância. Isso não significa que o adulto esteja "preso ao passado", mas que as primeiras relações e experiências afetivas participam da construção da maneira como cada pessoa percebe a si mesma, aos outros e ao mundo.

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"A infância não fica simplesmente para trás. As experiências que tivemos nesse período podem continuar presentes na forma como nos relacionamos, lidamos com conflitos, enfrentamos perdas e construímos nossa própria imagem", explica a psicóloga Bruna Augusto Maiani.

A infância influencia quem nos tornamos?

A infância é um período importante para a construção emocional. É nas primeiras relações que a criança começa a desenvolver referências sobre segurança, afeto, pertencimento e sobre o próprio valor.

Mas não se trata apenas de acontecimentos específicos. A maneira como a criança vivenciou essas experiências também é importante.

O lugar que ocupava na família, a forma como era vista pelos cuidadores, as palavras que ouviu, aquilo que recebeu como acolhimento e até aquilo que precisou silenciar podem participar da construção de padrões emocionais que aparecem posteriormente.

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