Câncer de mama em pets: veja 3 sinais de alerta que exigem atenção dos tutores

De acordo com veterinária, alterações nas mamas podem aparecer de forma discreta, e perceber esses sinais cedo pode favorecer o tratamento

22 out 2026 - 18h37
Resumo
O câncer de mama atinge cães e gatos, principalmente fêmeas, com alta taxa de malignidade: 50% em cadelas e até 90% em gatas. Tutores devem ficar atentos a sinais como nódulos, inchaço e secreções nas mamas para permitir um diagnóstico precoce, que eleva as chances de cura e viabiliza tratamentos menos agressivos. A castração precoce reduz o risco da doença ligada a fatores hormonais. O tratamento, individualizado, pode abranger cirurgia, quimioterapia e radioterapia sob avaliação veterinária.

O câncer em pets também pode atingir as mamas de cães e gatos, principalmente das fêmeas. Por isso, é importante que os tutores observem mudanças nessa região durante os cuidados do dia a dia, já que essa atenção pode ajudar na identificação precoce da doença e aumentar as chances de uma recuperação mais favorável.

Câncer em pets pode atingir cães e gatos, e alterações nas mamas devem ser avaliadas por um médico
Câncer em pets pode atingir cães e gatos, e alterações nas mamas devem ser avaliadas por um médico
Foto: veterinário - didesign021/Getty Images / Bons Fluidos

A médica-veterinária Kimberly Karoline Ramos da Costa, especialista do Veros Hospital Veterinário, explica que a ocorrência de tumores malignos merece atenção nas duas espécies. "Tanto cães quanto gatos podem ter a doença, mas ela ocorre com muito mais frequência em fêmeas. Em cadelas, 50% dos tumores mamários são malignos", aponta.

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"Em gatas, a proporção é ainda maior, com malignidade em 80 a 90% das neoplasias mamárias. Portanto, qualquer nódulo nas mamas dos pets merece investigação veterinária, mesmo que seja pequeno", destaca a especialista.

Câncer em pets: quais sinais merecem atenção?

O contato frequente com o animal pode facilitar a percepção das primeiras mudanças. Ao acariciar ou higienizar o pet, o tutor pode observar toda a região mamária e prestar atenção ao surgimento de caroços ou áreas endurecidas, que podem aparecer isoladamente ou em mais de um ponto.

Ademais, o aumento de volume das mamas merece avaliação de um profissional. Outro sinal importante é a presença de secreção nos mamilos, seja ela clara ou acompanhada de sangue. Essas alterações não significam necessariamente que exista um tumor maligno, mas o tutor deve procurar um médico-veterinário para investigar a causa.

Diagnóstico precoce pode mudar o tratamento

De acordo com a especialista, assim como ocorre com as pessoas, quando um tumor maligno avança, ele pode atingir tecidos próximos ou alcançar outros órgãos. Por isso, identificar a doença em um estágio inicial aumenta as possibilidades de tratamento e pode evitar procedimentos mais agressivos.

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"Quando o tumor é identificado em sua fase inicial, antes de crescer ou invadir tecidos próximos, a probabilidade de cura aumenta significativamente Além disso, o tratamento pode ser menos agressivo, o que possibilita mais qualidade de vida", explica Costa.

A investigação costuma começar pela avaliação clínica, e o veterinário pode coletar células com uma agulha fina. Já a biópsia permite analisar um fragmento do tecido e determinar se o tumor é benigno ou maligno, além de ajudar a identificar seu grau de agressividade.

Nos casos em que é necessário avaliar a extensão da doença, o veterinário pode solicitar radiografia de tórax, ultrassonografia abdominal e análise dos linfonodos. Em situações mais complexas, ele também pode indicar a tomografia computadorizada, inclusive para auxiliar no planejamento cirúrgico.

Castração ajuda a reduzir o risco

A exposição hormonal está relacionada ao desenvolvimento dos tumores mamários, sobretudo em fêmeas não esterilizadas. A castração precoce, então, pode reduzir o risco da doença. Entretanto, o momento ideal,  não é igual para todos os animais. O veterinário deve considerar espécie, raça, porte, idade e características individuais antes de indicar o melhor período.

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 "O risco aumenta com a idade e está fortemente relacionado à exposição hormonal, especialmente em fêmeas não esterilizadas. Portanto, deve ser evitado o uso de anticoncepcionais hormonais para impedir o cio, especialmente de forma repetida ou sem indicação veterinária", orienta a médica.

Como é feito o tratamento?

Já a conduta depende do tipo de tumor, do estágio em que a doença foi descoberta e das condições de saúde de cada animal. A cirurgia costuma ter papel importante, mas outros recursos podem ser necessários. "Hoje, o tratamento oncológico se apoia em cirurgia para retirada do tumor e, em alguns casos, quimioterapia ou radioterapia", esclarece Costa.

"O veterinário oncologista vai definir as melhores combinações, que são individualizadas e diferem de acordo com o tipo de tumor, grau de agressividade, extensão da doença e características individuais do pet", explica.

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