Pela primeira vez, os gatos superaram os cães nos lares dos Estados Unidos entre filhotes de até um ano, com uma proporção de 0,94 cão para cada felino, aponta a consultoria Packaged Facts. A mudança histórica, no entanto, deve-se à queda de 5% no número de lares com cachorros desde 2019, enquanto a presença de gatos permaneceu estável. O avanço reflete a busca de tutores por animais mais práticos para rotinas corridas e que demandem menor espaço e tempo ao ar livre.
Os felinos conquistaram oficialmente o coração (e o espaço) dos lares nos Estados Unidos. Pela primeira vez, os gatos passaram a ser mais numerosos do que os cães entre os filhotes de até um ano de idade no país, segundo um levantamento recente divulgado pela consultoria Packaged Facts. Essa mudança histórica coroa um processo de transformação que vem ocorrendo após anos de queda gradual na proporção de famílias que optam por adotar cachorros.
Para se ter uma ideia da reviravolta, os números impressionam: em 2014, o cenário era completamente diferente, registrando 1,8 domicílio com um cachorro de até um ano para cada residência com um gato na mesma faixa etária. Com o passar do tempo, essa diferença diminuiu expressivamente até atingir um patamar de igualdade em 2025. Agora, a proporção virou de vez, chegando a 0,94 cão para cada gato.
O verdadeiro motivo por trás da mudança
Apesar de parecer um salto gigantesco na popularidade dos felinos, especialistas explicam que o fenômeno tem outra explicação. De acordo com David Granader, fundador da Packaged Facts, o resultado está muito mais relacionado à redução na presença de cães do que a um boom repentino na quantidade de gatos. Os dados mostram que, desde 2019, o número de domicílios americanos com cachorros sofreu uma queda de 5%, enquanto a quantidade de residências com gatos permaneceu em patamares estáveis. "O resultado está mais relacionado à redução da presença de cães do que a um aumento expressivo na quantidade de gatos", apontou.
Com rotinas cada vez mais corridas e o perfil das novas gerações buscando companheiros de quatro patas que exijam menor demanda de espaço e tempo ao ar livre, os felinos ganham cada vez mais terreno na preferência dos tutores.