A fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva foi presa preventivamente em Goiânia nesta segunda-feira, 21, por procedimentos estéticos invasivos e que teriam causado graves lesões em paciente. Segundo a Polícia Civil de Goiás, 12 vítimas já foram identificadas, com relatos de queimaduras até a mutilação íntima.
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De acordo com a Polícia Civil em nota ao Terra, as vítimas relatam complicações após procedimentos realizados nas regiões íntima, facial, glútea e mamária. Entre os problemas descritos estão cortes, queimaduras, sangramentos, infecções, necrose, perda de tecido, cicatrizes e outras lesões que teriam exigido atendimento médico.
Um dos casos investigados envolve um procedimento na região íntima. Segundo o relato da vítima, teria sido retirado mais tecido do que o autorizado, com a intervenção atingindo inclusive a região do clitóris.
Outra paciente registrou denúncia semelhante, com a retirada extensa de tecido e uma lesão na região do clitóris. Ela afirmou que precisou procurar atendimento médico e fazer uso de antibióticos após devido às complicações.
A investigação também apura um caso envolvendo queimaduras nas mamas. Conforme o relato, as lesões teriam sido graves, com persistência do quadro e presença de tecido desvitalizado.
Outras pacientes relataram complicações após procedimentos que envolviam fios, aplicações e outras intervenções estéticas. Os relatos incluem dor intensa, inchaço, hematomas, secreções, bolhas, queimaduras e cicatrizes.
Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, medicamentos e outros materiais que podem ter relação com os procedimentos investigados. Entre os produtos encontrados estavam medicamentos com prazo de validade vencido. O local onde os procedimentos eram realizados também não possuíam licença sanitária.
"A investigada é fisioterapeuta e possui formação complementar na área de harmonização facial, corporal e íntima. Entretanto, a investigação aponta que, em determinados procedimentos, teriam sido realizados cortes, retirada de partes de tecidos e alterações da anatomia das pacientes, além da prescrição ou fornecimento de medicamentos, circunstâncias que teriam extrapolado os limites técnicos e legais da atuação profissional", disse a PC.