Elenco de gigantes realiza a primeira coletiva de imprensa da próxima novela das nove e apresenta seus personagens
Está chegando a hora de conhecermos os dramas da próxima novela das nove da TV Globo, Quem Ama Cuida, que estreia no dia 18 de maio. Para sanar um pouco da curiosidade e da ansiedade pelo que vem por aí, a MALU marcou presença na primeira coletiva de imprensa da trama escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto. Com um elenco que anima qualquer noveleiro, o bate-papo apresentou um pouco sobre cada personagem que acompanharemos pelos próximos meses.
Conflitos familiares
O pontapé dessa história se dá após uma enchente atingir a cidade de São Paulo. Adriana (Letícia Colin) perde tudo na tragédia e só começa a se reerguer tempos depois, ao conseguir um emprego na casa de Arthur Brandão (Antônio Fagundes), um poderoso empresário que vive conflitos intensos com a família. "Ele é um personagem muito rico, não apenas milionário, mas interiormente. Veio de família pobre e construiu fortuna, mas sua família não se dá bem. Walcyr mistura esses ingredientes como ninguém", descreve Antônio Fagundes.
Uma das pontas dessa família é a irmã de Arthur, Pilar, interpretada por Isabel Teixeira, que, como bem já conhecemos, sabe fazer uma vilã como ninguém. "Fiz vilãs em diferentes horários, cada uma com características próprias. Agora me sinto pronta, madura teledramaturgicamente, para enfrentar a vilania de Walcyr e Cláudia", afirma a atriz. Ela não esconde a alegria em fazer parte de uma obra do autor conhecido por produções gigantescas na TV brasileira. "Walcyr tem uma marca muito forte para mim, Amor à Vida (2013) é referência. Ele é o rei da obra aberta, e eu pedi muito para fazer parte disso. Estou aberta ao desafio e pronta para brincar junto com o público.
O romance de Pilar e Yuri
Além da briga familiar, Pilar vai protagonizar um romance com Yuri, personagem de José Loreto, com quem já contracenou anteriormente no remake de Pantanal (2022). "A parceria é antiga, somos amigos e irmãos. Vai ser uma experiência divertida e intensa", projeta Isabel. Já seu par comenta com empolgação sobre a história desse casal, que promete causar poucas e boas no horário nobre da Globo. "Estou pronto para ser o capacho dessa mulher, fazer o que ela quiser. Sei que o jogo da Isabel não tem limites, e isso me deixa apreensivo, mas animado", responde José Loreto.
O ator carioca afirma que está matando a saudade de fazer novelas, já que seu último trabalho na TV aberta foi em Vai na Fé (2023), onde interpretou Lui Lorenzo. "Além do que, produzir uma obra de Walcyr e Cláudia é algo inédito em minha carreira. Nunca trabalhei com eles, mas sou apaixonado por suas obras. Vai ser um jogão, com muita atração e potência. Estou chegando para ousar e provocar o público."
Confronto de gerações
Quem também será destaque na nova novela é Chay Suede, que interpretará o jovem Pedro, um advogado idealista que sonha com um mundo melhor e mais justo. Afilhado de Arthur, ele se apaixonará por Adriana logo no começo da trama e terá seu coração partido quando souber que a amada se casará com o tio. Seu pai, Ademir (Dan Stulbach), um dos criminalistas mais renomados do país, é motivo de confronto entre os dois, já que, diferente do filho, ele enxerga a justiça como um jogo de poder. "Ele não é apenas vilão ou herói. Isso reflete o público atual, que busca complexidade. Espero que não concordem com suas atitudes políticas e éticas, mas que reconheçam suas camadas", comenta Dan.
Encontro de lendas
Por fim, mas nada menos importante, quem também comentou sobre seu papel em Quem Ama Cuida foi Tony Ramos, ícone da teledramaturgia brasileira, que dará vida a Otoniel, avô de Adriana e defensor incansável da dignidade e da justiça. Seu personagem é uma das vítimas da tragédia que vai ditar a história da novela. "A enchente foi difícil de gravar, mas necessária para retratar problemas reais do país", revela. Segundo ele, a obra será formada por um triângulo: paixão, suspense e humor. "É o triângulo mágico do folhetim. A obra aberta é estimulante, e trabalhar com Walcyr e Cláudia é um privilégio. Essa história tem identidade e cumplicidade com o público, e acredito muito no sucesso", conclui o veterano.