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Nutricionista explica por que esperar 10 minutos após picar o alho pode fazer diferença

Os benefícios do alho vão além do sabor. Entenda o que a ciência descobriu e conheça uma dica simples que pode fazer diferença no preparo.

18 jul 2026 - 08h00
(atualizado às 08h01)

Difícil imaginar a culinária brasileira sem ele. Do arroz com feijão ao refogado de legumes, passando pelas carnes, sopas e molhos, o alho é um dos ingredientes mais utilizados no país.

Mas seu papel vai muito além de conferir aroma e sabor às preparações.

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Nas últimas décadas, a ciência tem demonstrado que esse pequeno bulbo concentra compostos bioativos capazes de exercer efeitos importantes sobre a saúde humana.

Embora seja originário da Ásia, o alho (Allium sativum) tornou-se parte da identidade gastronômica brasileira e está presente em praticamente todas as regiões do país.

Seu consumo frequente, dentro de uma alimentação equilibrada, vem sendo associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, ao fortalecimento do sistema imunológico e ao controle da inflamação crônica.

Essa inflamação é considerada um dos principais fatores envolvidos no desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e alguns tipos de câncer.

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O segredo está nos compostos sulfurados

O principal responsável pelos benefícios do alho é um grupo de substâncias conhecido como compostos organossulfurados.

Entre eles, destaca-se a alicina, formada apenas quando o alho é amassado, cortado ou triturado.

Isso acontece porque a quebra das células do alimento permite que uma enzima chamada alinase transforme a aliina em alicina.

Pouca gente sabe, mas existe uma maneira simples de potencializar esse processo:

Esse intervalo favorece a formação da alicina e ajuda a preservar parte de suas propriedades durante o cozimento.

Além desses compostos bioativos, o alho fornece vitamina C, vitamina B6, manganês e selênio, nutrientes que também participam dos mecanismos de defesa antioxidante do organismo.

Benefícios do alho para o coração

Entre os benefícios mais estudados do alho está a proteção do sistema cardiovascular.

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Revisões sistemáticas e metanálises publicadas nos últimos anos mostram que seu consumo regular pode contribuir para pequenas reduções da pressão arterial, principalmente em pessoas com hipertensão.

Os estudos também apontam melhora no perfil lipídico, com redução dos níveis de colesterol total e LDL-colesterol.

Além disso, mostram efeitos positivos sobre a função dos vasos sanguíneos e menor agregação das plaquetas.

Esses mecanismos ajudam a reduzir o risco de aterosclerose e de eventos cardiovasculares.

É importante destacar que o alho não substitui medicamentos quando eles são necessários, mas pode atuar como um importante aliado dentro de um padrão alimentar saudável.

Benefícios do alho.
Benefícios do alho.
Foto: SaúdeLAB

Benefícios do alho para a imunidade e a microbiota

Outra área que desperta grande interesse dos pesquisadores é a ação do alho sobre o sistema imunológico.

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Seus compostos bioativos apresentam propriedades antibacterianas, antivirais e antifúngicas, auxiliando a resposta natural do organismo contra diversos microrganismos.

Estudos clínicos sugerem que pessoas que consomem alho regularmente podem apresentar menor frequência de infecções respiratórias e menor duração dos sintomas quando adoecem.

Isso não significa, porém, que o alimento substitua vacinas ou tratamentos médicos.

Mais recentemente, pesquisas também têm mostrado que o alho pode exercer efeito prebiótico, estimulando o crescimento de bactérias benéficas da microbiota intestinal.

O intestino participa diretamente da regulação da imunidade, do metabolismo e até da produção de neurotransmissores.

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Por isso, esse efeito amplia ainda mais o potencial do alho na promoção da saúde.

Benefícios do alho na prevenção de doenças crônicas

A ação antioxidante e anti-inflamatória do alho também tem sido relacionada à prevenção de diversas doenças crônicas.

Estudos experimentais e epidemiológicos indicam que o consumo frequente de vegetais da família Allium, como alho, cebola, alho-poró e cebolinha, pode estar associado à redução do risco de alguns tipos de câncer, especialmente daqueles que acometem o trato digestório.

Os pesquisadores acreditam que seus compostos bioativos atuem protegendo o DNA contra danos oxidativos, modulando processos inflamatórios e favorecendo mecanismos naturais de reparo celular.

Entretanto, vale lembrar que nenhum alimento, isoladamente, é capaz de prevenir doenças.

Os benefícios surgem quando ele faz parte de um padrão alimentar variado, rico em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e alimentos minimamente processados.

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O sabor que combina com a biodiversidade brasileira

Além dos benefícios para a saúde, o alho também se destaca pela versatilidade na cozinha.

Ele harmoniza perfeitamente com ingredientes da biodiversidade brasileira, valorizando preparações à base de mandioca, feijões tradicionais, baru, pequi, ora-pro-nóbis, taioba, bertalha, vinagreira e diversas ervas aromáticas cultivadas no país.

Essa combinação não apenas enriquece o sabor das refeições, mas também aumenta a oferta de fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos, promovendo uma alimentação mais diversa e nutricionalmente rica.

A biodiversidade alimentar brasileira oferece um patrimônio gastronômico extraordinário.

Utilizar o alho como base para temperar alimentos regionais é uma forma simples de unir tradição, sustentabilidade e ciência no prato.

Pequenos hábitos, grandes benefícios

O alho não é um alimento milagroso, mas é um excelente exemplo de como escolhas simples feitas diariamente podem contribuir para a promoção da saúde.

Utilizá-lo no preparo das refeições, associado a uma alimentação equilibrada, à prática regular de atividade física e a hábitos de vida saudáveis, representa uma estratégia acessível para aumentar a qualidade nutricional da dieta.

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A ciência continua descobrindo novos mecanismos de ação desse ingrediente milenar.

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Fonte: SaúdeLAB
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