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Furinhos no queijo são normais ou perigosos? Saiba como identificar

Nem todo queijo com os caraterísticos furinhos oferece risco, mas alguns sinais revelam quando o alimento não deve ser consumido

18 jul 2026 - 09h10

Os furinhos do queijo, presentes em tipos como gouda e emmental, costumam chamar a atenção e até despertar desconfiança. Apesar de essas cavidades fazerem parte da fabricação do alimento, especialistas alertam que nem todo furo é um bom sinal. Em determinadas situações, eles podem indicar alterações no alimento e até representar riscos à saúde.

Nem todo queijo com os caraterísticos furinhos oferece risco, mas alguns sinais revelam quando o alimento não deve ser consumido
Nem todo queijo com os caraterísticos furinhos oferece risco, mas alguns sinais revelam quando o alimento não deve ser consumido
Foto: fotokris/Getty Images / Bons Fluidos

O que são os furinhos?

Geralmente, as chamadas olhaduras aparecem em alguns queijos devido à fermentação do produto. Nesse processo, bactérias benéficas — conhecidas como propiônicas — se desenvolvem e produzem gás carbônico. O acúmulo desse componente na massa, então, gera os pequenos buracos. Dessa forma, a ação dos microrganismos contribui para a maturação, garantindo o odor, a textura e o sabor do alimento.

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Quando o queijo pode representar risco?

Entretanto, há casos em que as olhaduras surgem pela presença de agentes prejudiciais à saúde, como as bactérias coliformes. Em entrevista ao jornal 'O Globo', o médico patologista André Mario Doi explicou que a principal forma de identificar se os furinhos são naturais ou perigosas é analisando o tipo de queijo. As variações brancas, por exemplo, como o tradicional de Minas e o coalho, não costumam apresentá-las.

Além disso, é importante se manter atento se os furinhos estão em grande quantidade e aparentam irregularidade. A embalagem também pode revelar o estado do queijo: caso esteja estufada e acompanhada de alterações no cheiro, na coloração e no aspecto do produto, a recomendação é evitar o consumo. Isso porque esses sinais indicam possível contaminação, principalmente em decorrência de higiene inadequada durante a produção ou de falhas nos processos posteriores.

O especialista ainda aconselha, se houver suspeitas após a ingestão, acompanhar sintomas como diarreia, vômitos, febre ou dor abdominal. Caso surjam, deve-se procurar atendimento médico imediato, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas.

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